aqui pelo campo

@About

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Sobre mim

O meu nome é Graça Paz e sobre ele vou contar aqui uma pequena história.

Certo dia numa aula de fotografia, o meu professor ao marcar as presenças chamou-me dando conta que eu tinha mudado o meu nome para o então recente nome de casada e disse-me -“Graça nunca mudes o teu nome, ele tem algo de mágico”. Não nego que na altura não lhe dei grandes ouvidos e mantive-me com o meu nome recém adquirido e, só quando cheguei ao meus 40 anos me dei conta da força do conselho desse dia. Dei conta que teria de assumir a Graça que viveu anos escondida e conquistar a Paz que nunca tinha tido e assim larguei tudo e dediquei a minha vida a tentar chegar aqui, ao meu sonho como abaixo o escrevo. Sou pintora, com especial paixão por aguarela, vivo numa quinta no meio de uma aldeia no meio do Minho  e mudei da cidade para aqui e, aseguir mudei tudo o resto, incluve o meu nome novamente.

Espero que gostem desta casa feliz.

Eu quero uma casa no campo, com recantos e escadas e madeiras antigas que rangem ao passar, portas com janelinhas e grandes chaminés onde no Outuno  reúno toda a família ao forno de lenha embebedados pelos cheiros das minhas memórias. Eu quero  um campo de milho enquanto eu acordo na bruma da serra que se veste de noiva, que abane ao vento num som que parece água. Eu quero a casa cheia, as minhas ajudantes felizes numa deliciosa cavaneirice em que, entre mondar a horta e limpar o canteiro se lancha coca coca com azeitonas. Eu quero um homem que acorda cedo na horta e que se suja e vive e é feliz, que eu surpreendo no meio do milho com carinhos e delicias e um copo de sumo. Eu quero alguém que me mostra com orgulho no seu trator. Eu quero a azáfama do inverno e o cheiro a terra molhada e a brisa do mar que me envolve. Eu quero uma mesa farta, com gargalhadas e companheirismo, e quero a solidão do silencio da noite nos braços de quem cansado do dia se aninha em mim e quero ficar a olhar, o cabelo, as rugas, o cheiro e acordar feliz, e saber se-lo. Eu quero dele o respeito, os carinhos, a meiguice, e a força. Eu quero o colo e o desejo rasgado. Eu quero a cozinha alegre de hortaliças caseiras e as jarras cheias de flores que planto e colho, Eu quero os filhos e os netos sujos algazarrentos tanto como quero o cair da noite na serra numa cadeira lado a lado  com a companhia de quem me faz sentir em paz. Eu quero musica suave e senti-la nos corredores das hidrangeas e o cheiro da palha seca onde os cães felizes se rebolam. Eu quero as mãos sujas de terra tanto como de tintas. Eu quero um natal farto, alegre, cheio de papeis e de barrigadas. Eu quero saúde para mim e para os meus e para todos. Eu quero desfrutar de um sonho que sempre tive e que caminho para alcançar. Eu quero ter luz própria e ter alguém ao meu lado que me ilumina com a sua própria luz.

Sejam bem vindos

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