aqui pelo campo

Voltarei como um pássaro para poder voar

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Pinto, páro, escrevo, ao som da Harvest Moon the Neil Dimmond, a minha musica inspiração do momento. De porta fechada a um vento gelido, faço contas ao silencio que paira na minha cabeça e aos anos que demorei a chegar ao cimo desta escadaria. Se houve duvidas sobre valorização de trabalho, ou mesmo de auto-valorização, se houve encontrões que levei para acordar, se andei perdida sem saber em que porta entrar, como recordo quando era pequenina na casa antiga do meu tio que, para o meu tamanho de então tinha um infindável corredor cheio de portas, foi tal e qual o meu percurso. Como consigo olhar e ver que tenho uma serie de questões arrumadas na minha cabeça tão confusa em tempos! Como consigo estar aqui a pintar fechada de dia ate á noite sem me tolher com a rotina que termina em caminhada. Como consigo ter vontade de sair e saber que primeiro estou aqui e depois vou porque é horario de trabalho sendo patroa de mim própria? Como consigo pintar com o meu coração  inflamado, se houve alturas que essas chamas me impediam tal era o clarão que me ofuscava. Como consegui tudo isto? Como consigo sentir a vida a erguer-se lentamente! Tantas perguntas me faço, de todas elas sei a resposta, e culmina numa dor que por todos nós passa um dia e que mais tarde entenderemos. Volto á pintura.

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