aqui pelo campo

O ninho

2 Comentários

Ultimamente sinto que a minha vida anda num turbilhão de coisas a acontecer. Vou tentar explicar. Não desprovido o sentimento de alguma tristeza que se confirma quando as pessoas que de perto me vêem exclamam que o meu sorriso enfeita um olhar triste, mas quando se muda de uma “coisa” tão grande e densa para outra de total liberdade, a responsabilidade é acrescida sobre nós próprios e eu sinto que andei a navegar. Como quando nos deitamos de costas no mar e vamos sentindo as ondas a vir e a dar-nos um frio na barriga…uhhh lá vem outra!!! Sinto-me tal e qual. Andei ao sabor de mim mesma, dos acontecimentos, das dificuldades, dos quereres dos filhos, das pessoas que foram entrando na minha intimidade. De tudo tentei tirar algo, deixar as coisas, ou pessoas partir e ficar com algo delas para sempre que me fizessse ser mais. mais sabedora, mais capaz, mais bonita, ou mais pura. Tive dúvidas imensas, dei-me o direito a elas…batalhei contra verdadeiros dragões da arte, duvidei da minha própria, descobri outros caminhos, tive amigos que viveram tudo isto comigo tão de perto e tão intensamente. Desbravei o terreno onde assentei arraiais e, ao longo de todo este tempo senti que venci por etapas, ou níveis. Foi e é duro, e árduo. Ao poucos comecei a defenir rios de pensamento por simples palavras que me resumiam aquilo que se fazia duvida.

Pedi as pesoas para me contarem o que viam, e passei do mar para a areia e ai senti uns braços que me agitavam indefesa. Senti-me sozinha, fechada, num retiro.

Mas de tudo se fez luz e caminho e as coisas começaram a clarear a tal ponto que consegui descrever sem duvidas aquilo que espero poder vir a viver com aquilo que estou a construir agora.

No trabalho a palavra é versatilidade. Aceitei ser a minha maior capacidade.

Se em tempos lutei com 7 instrumentos nas mãos a ter a certeza que deveria tocar só um para ser realmente boa, de 7 passei para 2 ( a arte e a escrita) dentro da arte mais 2 (acrilico e aguarela)

mas a vida nao é só trabalho, e a minha é intensa na verdade.

Percebi o que queria com tanta claridade que a palavra descoberta é SIMPLICIDADE.

É aquilo que almejo. Ter a minha casa com um atelier, uma mesa na cozinha com vista para algum jardim onde planto flores ou quem sabe até milho, pois adoro o seu barulho que a água me trás á memória. E nessa mesa escrever…quem sabe um livro um dia. Quero andar num trator (é um sonho antigo), quero fazer uma desfolhada se é que ainda se fazem. Quero fazer uma vindima, quero ter tempo para a família, construir uma decente para os meus filhos, para os poder compensar. Quero fazer marmelada, e doce, e um jantar delicioso, e ter um companheiro que de tudo isto se apraz. Quero acordar e pintar, quero falar sem me sofucar, quero tudo da vida aquilo que considero simples e de paz.

é este o meu projecto…Só!

2 pensamentos sobre “O ninho

  1. E assim será ! minha boa amiga. Um xi-<3 bem apertado com muita amizade.

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