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O céu é o limite

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Uma das coisas que se dá conta quando se vive 40 anos numa cidade e de repente e vem viver para uma aldeia é a imensidão do céu aqui. Por muito que o tamanho seja o “mesmo” na cidade, aqui o céu envolve-nos com espaço, como uma cúpula. Espaço para olhar, respirar, espaço para que a lua cheia de hoje ilumine tudo em seu redor, Sem prédios, a emoldurar o céu desce até á terra, azul ainda já a noite está deitada. Lembro-me de quando era bem pequenina tentar imaginar o que estaria a fazer aos 40 anos. Aserio!! Acho que era já de alguma forma uma premonição de que aos 40 eu iria viver o melhor da minha vida. Volto do Porto, onde hoje me custou a ir, volto cansada dos ruídos que há dias que nem ouço e outros que latejo. Chego aqui, e parece que uma onda de energia divina se me invade forte com o ar quente da noite. Pego no Mateus e saio porta fora para respirar o cheiro das flores que é forte nesta altura, ouvir os burburinhos dos homens que no fim de um dia de trabalho que antevê um feriado aproveitam a esplanada do café local em vozes que se misturam num encontro costumeiro. Eu sigo sozinha, a olhar o céu que é todo estrelas. É a minha aldeia que para mim é muito uma rua por entre muros onde subo e desço caminhadas apaixonadas, e sonho com o rio, e respiro o ar no mar.

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