aqui pelo campo

Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém…

Deixe um comentário

Imagem

Imagem

Há pouco falava com uma amiga pelo chat do facebook,e ela pediu-me para contar a história das minhas pedras e achei que poderia dar um post interessante aqui. Acho que a maior parte das pessoas já o sabe , mas volto a contar enquanto o jantar se faz.

Tudo começa numa praia e numa aldeia onde desde adolescente venho sem saber que um dia iria ter um papel muito maior na minha vida…a aldeia!! Desde que me conheço de namoricos e festas de garagem, de tardes inteiras a planear o que vestir e slows agarradinhos, sempre tive alguma facilidade em namorar, e em me apaixonar e etc. Esta sou eu!! Um desses namorados tinha casa nesta aldeia onde eu vinha nos meus 13 anos na companhia do meu irmão e amigos e, onde fazíamos uns fins de semana de galhofa divertida, com um frio de rachar, colchões todos ao monte na sala e aquecedor ligado a noite toda a ponto de acordarmos com a garganta feita num oito. Na altura tudo isso rodeado de muita ingenuidade. Iamos para a dita praia que ficava em frente a casa desses meus amigos e tal memória me ficou de uma extensão que jamais consegui esquecer.

Passaram-se alguns anos e conheci aquele que viria a ser o meu futuro marido por longuíssimos quase 30 anos e, também ele ia para aquela praia, mais uma vez eu iria lá parar e mais uma vez o seu mar me afagava os pés. Lá estava eu de novo na dita aldeia.

Mais uns anos se passaram e vim a construir casa na aldeia ao lado da “tal” aldeia. Mais alguns anos passaram e eu separei-me e fui morar para onde??? para a aldeia que sempre adorei, por todas as vivências que tive nela mas não só. Sempre senti que havia algo mais para quem acredita nessas coisas… quando para aqui vim viver vim a descobrir uma coisa incrivel e até muito recentemente. Bem… que voltas estou eu a dar para chegar as pedras, mas as pedras sem isto perderiam parte do significado. Quando eu tinha o Sebastião pequenino trabalhava na altura, naquela que era a loja de decoração mais bonita da Foz e nos projectos que fazíamos, tínhamos parceria com varias empresas representantes de marcas de mobiliário e acessórios. Pois aquela com que nós mais trabalhavamos era nada mais, nada menos do que dos donos da quinta onde vivo agora. Só recentemente fiz esse link e a quem conto isto fica tão estupefacto quanto eu, porque se na altura me dissessem que a minha vida iria dar as voltas que deu eu não acreditaria… quanto mais vir a viver na quinta dos meus fornecedores..

Voltando ao presente, e quando já na aldeia, conheci um senhor que faz parte da minha vida e fará para sempre cuja casa em me lembro muito bem de ver porque era vizinha com a casa dos meus amigos da galhofa de adolescente. Pois mais uma vez seria curioso imaginar que me lembro de por lá passar e não imaginaria vir a conhece-lo com 2000km entre nós.

Costumo dizer que esta praia já ouviu os meus lamentos e me foi trazendo á minha vida pessoas que por ela caminharam com os seus. De pedras lindissimas se cobre o areal que ao longo dos anos se foi transformando e desaparecendo só dando o ar da sua Graça na maré vaza. A praia, essa é “certaneja” como dizia o meu pai!!

Sempre trouxe comigo pedras porque gosto de as ver espalhadas pela casa, e certo dia estando eu a começar um caminho que irei trilhar para o resto da vida, o do auto-conhecimento resolvi pintar em cada pedra certas palavras que queria ter sempre presentes na minha vida, poder lê-las, senti-las e foi ai que tudo começou. Fui escolhendo palavras que queria para mim melhoradas, ou fora da minha vida ou demasiado dentro, merecimento, abundacia, humildade, sabedoria….agora, liberdade… e fui fazendo fazes á medida que sentia que as palavras por mim iam passando e deixando o trabalho feito. Aseguir iniciava uma nova fase, amor, carinho, respeito, alegria…ui tantas,..por vezes acendia uma vela no meio delas e ficava a ver as palavras a bailar ao sabor da luz tremula das velas. Hoje em dia o que faço é oferece-las a alguém se acho que já delas não preciso. Fecho os olhos e toco numa pedra a pensar numa pessoa e ofereço-a, ou, devolvo-as á praia  para que novas possam vir e á custa disto ganhei dentro mim certas coisas pelo simples facto de as estar sempre a ler, como por exemplo: Calma!!

é giro contar de que disto se faz um ritual porque cada palavra corresponde a uma ida á praia e, a uma pedra escolhida a dedo e também sobre isto há uma história que poder ler aqui.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s