aqui pelo campo

Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega.

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Penso que a calma de ouvir sem sobrepor as coisas que aprendi foi das coisas mais valiosas que me dei conta neste últimos meses. Quando há na vida das pessoas uma preocupação em explorar, saber, o prazer de aprender e  capacidade de reter e viver segundo aquilo que se aprende e que alimenta a nossa alma, há por outro lado uma redução da capacidade de ouvir porque os nossos conhecimentos abraçam-nos de tal forma forte que a necessidade é imediata de transmitir um feed back sobre aquilo que ainda nem se acabou de ouvir. Bom, isto pode estar complicado, mas é na verdade o que sinto. Neste momento a capacidade de ouvir é das coisas mais valiosas que carrego comigo,. Traz-nos uma visão da humildade muito especial. Tantas frases há sobre o silencio, sobre quando as palavras perdem o significado, quando ouvir se torna imperativo, ouvir os outros e ouvirmos-nos a nós próprios, e á nossa orientação interior.
Penso que este video é uma aula incrível sobre tudo isto e muito mais.

Sempre fui uma pessoa com a sensibilidade á flor da pele e com a capacidade de ouvir e ver situações que aos olhos das pessoas normais, ou seja, que não estão abertas á sua sabedoria interior não lhes é possível ver ou ouvir.

Certo dia estava eu em casa a arrumar livros numa estante, livros alguns deles antigos assinados pelo meu avó que guardo com carinho. Tinha na minha cabeça uma serie de problemas que afogava naquele momento fechado sobre mim mesma e senti necessidade de sair e ir apanhar ar. Parei o que estava a fazer e ao passar pelo sofá dei conta que tinha deixado lá pousado um livro, sobre o qual na passagem pousei a minha mão e disse de mim para mim.- Quando vier arrumo-te.- O livro estava fechado. Era um livro de poemas antigo que pertenceu ao meu avó de Ponte de Lima. Sai, caminhei até á beira rio num debate interior fortíssimo sobre uma decisão que sentia que tinha de tomar, mas sobre a qual a minha vontade se sobrepunha no sentido contrario e nesse momento, daqueles em que, sentimos que parece que dentro de nós alguém nos atira de parede em parede eu de forma brusca decidi fazer aquilo que achava certo e não aquilo que eu queria. Livre arbítrio!!…e para tal atirei ao rio algo que tinha na minha mão, para esquecer, arrumar, finito!! Quando voltei a casa com uma força interior arrumada, voltei aos livros e dei conta que o livro que tinha deixado no sofá estava aberto e na pagina havia um poema sobre o pai muito pequenino que dizia
“Do fundo do meu caixão eu digo-te: Minha filha fizes-te bem” f
Fiquei de tal forma comovida porque percebi o que se tinha passado ali e que estava em terreno sagrado.

Como diz Teresa D´Ávila

“Na fé, ou se confia, ou NÃO” isto é 100% verdade.

Existe em nós o pensamento linear que neste momento atira por terra tudo aquilo que de sagrado pisamos e imediatamente nos sussurra “tás doida,,,foi o vento!”…mas não foi.

Historias destas tenho muitas, uma delas ainda mais poderosa, mas aquilo que deixo aqui é que nunca duvidem por um instante.

Como diz Augusto Cury:

“Fascinamos-nos com a internet, com a telivisao 3D com os telemóveis de ultima gerção mas não ficamos fascinados com a vida que pulsa em nós. Somos injustos”

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