aqui pelo campo

Vontade de "abraçar"

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Um dia feliz / A happy day

Volto aqui ao blog com outro tema lançado por uma amiga do facebook no meu desafio. Devo dizer que estou a gostar de fazer isto, ou seja, ver um tema lançado e andar uns dias a pensar sobre ele e encontrar uma historia que se adapte.

Não preciso de ir buscar nada de complicado e recuo ao meu Sábado ao longo de uma caminhada.
Dizer que NÃO foi o processo mais difícil de toda a minha vida. Tenho como feitio abraçar as situações e como casei muito cedo, ainda tão inexperiente sobre mim própria, o dizer o NÃO foi moroso, teve altos e baixos, foi uma dura aprendizagem, mas foi também num acto de desespero que o proferi de forma vigorosa um certo dia que mudou toda a minha jornada.

A historia que deixo aqui não se relaciona com isto, mas vai á frente no tempo, quando eu agora tenho a capacidade de discernir tranquilamente.

Ponto um:
Primeira lição aprendida.

Gandhi dizia

“Vale mais um NÃO profundamente convicto do que um SIM dito com o intuito de agradar, ou o que é pior, de evitar problemas”

Hoje sei que ao longo da minha vida disse muitos destes SIMS…e o NÃO convicto criou dentro de mim uma libertação brutal e atrás dela veio muita confusão é verdade, mas da qual nunca me irei arrepender.

Ia eu em caminhada num Sábado tranquilo depois da época festiva, decidida a ter um dia dentro da minha vontade, isto porque o mês foi totalmente dedicado a trabalho e ás crianças sendo que tive a casa cheia delas. Também não é grande, mas ainda assim, é um tempo dedicado com todo o carinho.

O sábado era meu. Precisava de descansar, fazer o que queria, talvez ler, escrever, ir á praia, ou pintar. Dias destes geralmente redundam em nada de especial mas, são descansativos. Recebo o telefonema de uma amiga que vem ao campo de vez em quando (tem cá casa) e com quem me sabe muito bem estar e conversar. O projecto era dai a três quartos de hora fazer um programa com os meninos, e vão bicicletas e almoçar num ápice, pois eu sou tardia de horários Espanhóis… e sair direção Esposende. Fiquei entusiasmada e com vontade de ir na verdade, mas dentro de mim uma voz dizia:

Graça. lá estas tu outras vez…o que tinhamos combinado?

Eu olhei para a minha vontade ali á minha frente e disse:

Sim tens razão, o plano era, agora chegar a casa, almoçar tranquila, talvez ir olhar para o mar, quiçá ler

E diz a minha vontade:

E???? …como é? o que vais decidir?

Digo eu:

Oh Bolas custa-me dizer que NÃO, o convite foi tão simpático, mas na verdade…

É girissimo quando nos colocamos fora de nos proprios como se fossemos dois em que um assume a nossa parte de abraçar e o outro é a certeza daquilo que queremos como se não existissem barreiras.

A historia, como vos disse, é simples, mas eu fui fazer o meu almoço tranquilo, almocei tal e qual e acabei o dia na praia como a mesma amiga a ver os miúdos a correr descalços numa alegria de invejar e na verdade eu nem tive de dizer NÃO

Na verdade, tudo á nossa volta se transformou em acontecimentos e não permitiam e plano previamente estabelecido e veio ao meu encontro ou, ao encontro da minha vontade.

Terá sido mero acaso?? Ou será que ao assumirmos aquilo que queremos, pensando agora em coisas mais importantes na vida tudo á nossa volta não vem de encontro, quando a vontade é do coração!

Eu sei por experiencia própria hoje em dia que quando não quero, não vou investir a minha energia a fazer a vontade aos outros. Uma coisa é ver o ponto de vistas dos outros, entender e quem sabe ceder, outro é ter a certeza do que quero e do que não quero e disso não faço CONSESSÕES. Mas demorei muito a ter esta coragem.

2 pensamentos sobre “Vontade de "abraçar"

  1. E não podia estar mais certa! A vida nunca é sempre como nós queremos. Mas há sempre formas de a fazer voltar para o caminho certo que é o nosso caminho e é sempre com a nossa vontade. A nossa vontade de dizer não ao que é preciso e arregaçar as mangas quando é necessário.

  2. A lindíssima imagem que meus olhos alcançam é-me muito familiar. Muitas imagens assim embelezaram um local que agora chora pela falta de tais belezas. Santa Marinha não esqueças o que te pedi. Ficar-te-ei muito grata.Alguém que te ama.

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