aqui pelo campo

Nem Deus tem o dom de escolher quem vai ser feliz

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O presente / The gift

Hoje venho aqui contar uma pequena historia.
O primeiro pedido que me fizeram foi para contar como o meu contacto com a natureza tinha mudado a minha vida. Tentei pensar numa historia que se tivesse passado comigo que expressa-se esta experiência e vou dar uma papel diferente aos papeis. Como o contacto com, a minha natureza mudou a minha vida.

Estávamos em 2005, no inicio de um novo ano. Eu na altura vivia numa bela casa que herdei na Foz, a melhor zona do Porto. Hoje em dia sei que nada do que é material é passível de ser perdido, vendido, passado, aprendi que a unica coisa fixa é a mudança graças a Deus… Hoje em dia sei que tudo na nossa vida passa como que emprestado, e nós temos o direito de usufruir de algo maior ou menor consoante os nossos pensamentos. A minha natureza viveu intensamente a natureza desde que me lembro. Sou uma mulher de exterior , de porta aberta, de vivências Minhotas que muito me marcaram e me desenraizaram de um sitio onde nunca me senti em casa. Penso que estive em lume brando uma serie de anos até ao dia em que ouvi a minha orientação interior com uma força como nunca o fiz.
Estava num dia muito mau, com muitos problemas por resolver na minha cabeça, mesmo desesperada, sem ver luz e com alguma revolta, ainda na altura não controlada. Em voz alta falei com uma pessoa de família que já tinha falecido que sempre senti como presença, e que mais tarde me veio a provar que de facto estava lá. Uns anos mais tarde!! Naquela manha desabafei com ela, alto furiosa, estava sozinha em casa e podia fazê-lo sem comprometimentos, gritei, chorei, desabafei, e quando acalmei, nesse exacto momento ouvi dentro de mim: Vende a casa, vai-te embora daqui.

Fiquei silenciosa com a certeza de que o iria fazer antes até de o ter sequer decidido. Nessa tarde num café de centro comercial coloquei a ideia em cima da mesa sendo que, não dependia só de mim e não fui barrada mas fui chamada á atenção para a responsabilidade de vender algo que não era meu, de fazer projectos de algo que não era meu, mas que me pesava nas MINHAS costas. Mantive-me irredutível na minha proposta que era:

Vender-mos a casa e sair do Porto. Talvez comprar uma e reconstruir, mas IR EMBORA. O ir embora era a minha maior certeza.

Contra mim muitas duvidas se levantaram, mas no dia em que coloquei a casa á venda, sabia que era o que queria fazer e na verdade passados 15 dias estava vendida. Passados outros 15, o terreno estava comprado.

Quando ao poucos fui começando a fazer da aldeia para onde ia viver uma vivência diária, fui invadida por um medo que não entendia e que me invadia avassalador tanto como ia embora e me deixava a certeza do que estava a fazer. Penso que algo já dentro de mim sabia que eu ia morrer ali e nascer de novo. Foi o que aconteceu.

Mal dormi a primeira vez no meu campo, mal eu percebi que estava onde era suposto estar. Onde eu era eu e não tinha qualquer tipo de relação com a aldeia, não conhecia ninguém, mas sabia que…uff!! tinha chegado finalmente. Tudo ao meu redor tinha mais cor, invadiu-me uma alegria que nunca senti, um sentimento de plenitude, foi estranho e perfeito. Ainda não estava onde eu queria chegar mas, estava perto, muito perto mas a caminho de um brutal sofrimento e dai o meu medo visceral que ia e vinha e me deixava uma coragem que eu desconhecia ter.

Quando me coloquei em contacto com, a minha orientação divina recebi aquilo que era certo fazer e fiz.
Quando me vi rodeada de toda aquela natureza intensa que brilhava á luz da minha própria luz, a minha vida mudou de facto!

Vou contar que toda a vida tive comigo uma santa de pedra que herdei desse mesmo familiar falecido. Andou comigo sem eu lhe prestar grande reverencia e até me chegou a cair em cima de um pé…nunca soube quem ela era. Quando construi a minha casa pensei, á semelhança de muitas outras casas, que iria encontrar a sua morada eterna no muro, e assim proteger todo aquele meu projecto. Assim o fiz. Vim a descobrir depois de muito procurar e da forma mais incrível que a santa que tinha no muro era , nada mais nada menos a santa padroeira da aldeia onde eu tinha construído a minha casa Sta.Marinha. Um dia uma amiga disse-me  “A tua santa chegou ao fim da sua viagem, até aqui protegeu-te e agora partiu porque a tua viagem termina aqui “

na verdade assim aconteceu.

Tudo isto tem pelo meio tem muitos acontecimentos que tornam a minha vida normalissima aos olhos de quem a lê um espelho onde muitas outras se veem refletidas e aquilo que vos posso dizer é que apartir dai nunca mais ignorei a minha voz interior, quer seja ouvida, ou por sonhos, ou por intuição é a ela que recorro nas decisões mais importantes.

A orientação divina esta sempre lá!! Não são precisas velas…

Muitas voltas dei depois disto, mas essa parte fica para outro conto…

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Para rir um pouco / To laugth a litlle

strength/força

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2 pensamentos sobre “Nem Deus tem o dom de escolher quem vai ser feliz

  1. UI, até me arrepiou! Que "história" linda.

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