aqui pelo campo

O que se faz em nome de Deus…

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Está quase na hora de ir fazer o jantar, e eu tenho já há vários dias uma série de assuntos a pairar na minha cabeça para vir aqui escrever. Ando sempre de volta de um livro qualquer, agora não tanto há procura de conforto e segurança, mas porque quero passar um pouco a informação que vou recolhendo e que tanto me mudou tão positivamente. Tive um ano de “Ashram” de aldeia, coisa que só recentemente me apercebi, quando há pouco tempo pensava que precisava disso e sem me dar conta, que já estava num. Agora dou-me conta realmente de que uma mulher é de facto capaz de estrelar um ovo, ao mesmo tempo que ajuda o filho nos deveres, enquanto responde a um email e faz um carinho ao marido. É incrível a nossa capacidade e além disso ainda vamos atrás dos nossos sonhos com uma força especial de que a mulher é, especialmente dotada.

Continuo de volta do blog da Justine Musk, adoro  a forma com garra como ela se expressa, parece que se sente a energia a passar e a nossa mente a crescer, mas por outro lado acho que cada um tem a sua forma de contar historias e eu não desvalorizo a minha.
Uma das coisas que aprendi com o manifesto da Keri Smith foi a nunca comparar o meu trabalho com o dos outros. Aprender sim, comparar não.

Há tanto tempo que procuro viver sobre o sonho que acalento, tanto ele mudou ao longo dos tempos mas a base permanece a mesma. Trabalhar naquilo que gosto. No inicio acho que nem chamava os bois pelos nomes, apenas seguia em frente, mas agora sei o valor de uma opção. Devo dizer que demorei uma vida a encontrar a paz de espírito em que vivo hoje e isso não implica que viva com umas palas, muito pelo contrario, sei que o melhor ainda está para vir e que se me prendo demasiado ao momento inibo outras coisas de virem. Sei também que o momento presente tem de ser super confortável e “montado” sem estarmos a deixar de o viver porque o que vai vir aseguir é melhor e como tal vamos poupar agora.

Demorei anos de batalhas interiores, num constante tete- á tete com a minha insegurança, a achar SEMPRE que não era suficientemente boa, ainda não estou ilibada desse paradigma, mas estou muito melhor, e não no sentido do pretensiosismo, mas no sentido de ser realmente a melhor naquilo que faço e dar aos outros o meu melhor. Penso que não o fazer é o verdadeiro egoísmo

É outra coisa que nunca mais me esqueci de um livro inteiro que li para desmistificar dentro de mim o calendário Maia, foi uma coisas simples que eles diziam e que se resume a que todas as pessoas nascem com uma aptidão pessoal, que muitas vezes nos é negada por imposições da vida e de herança educacional, mas que é não apenas nossa e sim de todas as pessoas que dela vão usufruir e ai esta o prazer maior e uma obrigação.

Pintar não é para mim um prazer próprio (excluindo a aguarela e é de facto um momento muito solitário e pessoal) mas algo que precisei de fazer, e que sai de dentro de mim para a tela, e da tela para a casa do cliente, e da sala do cliente para o interior de cada um e isso sim é fantástico.

Por outro lado existe outra questão que nunca jamais em tempo algum devemos esquecer. O Luxo de o fazer-mos em total liberdade, sem por expressarmos as nossa ideias e vontades sermos apontados ou até mortos e mais uma vez deixo aqui uma mini historia que li no livro Wisdom, em que um filho de um dos mais altos dirigente do IRA procura o pai para o ajudar a resolver uma questão bastante difícil em que se encontrar e o pai pergunta “Estas ameaçado de morte” …”NÃO” diz o filho “Então…não tens um problema” diz o pai.

Coisas tão simples, tão triviais e tão etéreas, passamos o dia e nem nelas pensamos

Trago aqui uma menina Malala Yousafzai a quem dedico esta minha dissertação. Uma menina de 11 do Paquistão que num video disse qual era o seu sonho, aquilo que queria ser, e por isso  foi morta pelo regime Talibam, tirada do autocarro escolar  onde seguia e morta com um tiro na cabeça ao qual resistiu num estado tão deplorável em que a morte, era sem duvida a melhor opção. Coisas que se fazem em nome de Deus, esse Deus que vive dentro de cada um de nós e na verdade quando por vezes os meus filhos me perguntam ansiosos ante os sensacionalismo,  como vai ser o fim do mundo eu tento explicar-lhes que dentro de nós existe Deus e o Diabo e que temos essa duas caracteristicas, que não é nada exterior a nos é sim interior, o poder de fazer bem e mal e a diferença que faz essa capacidade munida de poder e do seu abuso.

Aquilo que posso dizer para finalizar é que hoje como em tantos dias meus arrumei, trabalhei o dia todo, pelo meio apanhei para ai 100 dióspiros que ofertei aos vizinhos. aproveitei o vento para por a roupa a secar, juntei varias tarefas numa só para não perder viagens e agora estou aqui a escrever e tudo isto que parece simples é fruto de muito trabalho, muitas noitadas, muitas angustias e muitas leituras, muitos passos mal dados, os melhores que eu podia dar então e muita insegurança, mas sem isso nada disto seria possível e por tudo isto eu agradeço a cada momento.

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Malala Yousafzai

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