aqui pelo campo

Aprender a ser crescido.

1 comentário

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É frequente cada vez mais nas minhas noites tirar folga do facebook para estudar. Como disse ando a ler um blog, a bem dizer a esmiuçar onde ME encontro muitas semelhanças, e como não me quero perder porque sinto que ali tenho muito a aprender saboreio cada post desta escritora e os links a ele associados. Tenho tomado imensas notas e agora dou-lhes cor para melhor as identificar. Sempre fui organizada, não tolero barafunda mas quando me deparo com o método de um Virginiano fico completamente “invejosa” por não ser assim, e como tal, é um dos meus objectivos.

Outra coisa que tenho feito é fundido um pouco tudo aquilo que vou lendo e investigando sobre mim, é que existe na minha família passado de gerações em gerações ( tal e qual tantas famílias por esse mundo fora ) um padrão repetitivo de viver com dificuldades, de ter de as ultrapassar dia após dia, de sobreviver em vez de viver, e começa logo pela minha avó paterna que, de senhora faustosa filha de médico eminente em Ponte de Lima perdeu o marido cedo e mal, perdeu 3 filhos com tuberculose, viu-se sozinha, triste, sem trabalho e para se sustentar passava as noite a desenhar e  fazer chapéus para vender nas lojas do Porto, onde as minhas tias ricas compravam. O meu pai pequenito na altura fazia-lhe companhia. Ele pr´oprio herdeu na vida dele muito daquilo que acompanhou. 5 tostões encontrados no fundo de uma gaveta de costura eram o sopro de alivio para a semana da mercearia na altura…de mães para filhos, e de filhos para netos todas estas situações crescem connosco dentro da barriga da nossa mãe como um carimbo indesejado. Mudar isso é complicado porque de forma subconsciente caímos no mesmo erro e vivemos uma auto-profecia ditada pela ansiedade e o medo que nos mina o futuro, até que…de alguma forma muito trabalhosa e cansativa, depois de muitas angustias passadas nos apercebemos que algo não bate certo, pois se o trabalho e o esforço é constante a fazer aquilo que ama-mos, porque motivo continuamos a sobreviver? E aqui começa uma bola de neve se situações observadas e que tem de parar em nós para nas gerações dos nossos filhos a sua influencia ser menor e …por isso eu estudo. Aqui começa a parte gira da vida!! Porque quero mudar a minha relação com o dinheiro. Quero senti-lo apenas como isso e, não como uma fonte de angustiante de areia a escorrer pelos dedos porque a minha cabeça não permite que eu me considere merecedora do Jeep que sonho ter, onde caibam as minhas telas, filhos, livros etc. É estupidamente verdadeiro.
Assim defini para mim como objectivo  este ano, mudar isso e fazer tudo o que tiver ao meu alcance para quando estiver mais aflita me lembrar da pedra de Rockefeller na sua secretaria que dizia HOJE! e ter a tranquilidade de pensar que o que não consigo resolver hoje está por si só resolvido hoje… e tirar daí a minha atenção e quando dou por ela, a questão já se resolveu. Coloca-la a nivel de produtividade.

Parece complicado mas é simples.

Justine Musk tinha a mesma questão que eu e é isso que tenho estado a aprender com ela.
A mudar padrões, mais alguns, e a ir mais fundo num processo que sei que me vai levar longe, mas que me obriga a ter disciplina e muito trabalho.

Nunca mais me esquece do ouvir Robert Redford a dizer que o artista não pode pensar a sua arte em termos monetários se não estraga tudo!!

Criar mais…. do que vender menos.

Não é propriamente e felizmente o meu caso porque nunca me dei ao trabalho de contar quantos quadros já pintei e na verdade não tenho um único, a não ser os muitos recentes, mas é tal como dizia Justine Musk. Existe a necessidade te termos algo nosso “nosso”!! á parte de um tractor que guardarei com carinho porque as necessidades são sempre prementes. Já construi uma casa e ontem olhei para ela com outro olhos, os olhos da força do objectivo, os objectivos mudaram, mas a força redobrou e estamos a caminho!!

Boa noite vou continuar

Um pensamento sobre “Aprender a ser crescido.

  1. Excelente Graça, estamos as duas a fazer praticamente o mesmo trabalho "espiritual" e a tentar deixar de sobriviver. Tenho uma amiga suiça que quando ameaço voltar para casa ela pergunta e que vais fazer là??? vais arruinar o que jà começaste aqui e que la nao vais conseguir fazer?…De repente deixei de me sentir sozinha…com este trabalho em maos…

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