aqui pelo campo

A distancia critica

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Vou dedicar esta noite a re-avivar o meu aqui pelo campo, mas na verdade a minha não vinda aqui á tanto tempo tem os seus motivos. Por vezes é necessário fazer um balanço, e este meu mês de Outubro foi sem sombra de duvidas um mês de balanço muito positivo e de muitas mudanças, algumas feitas por mim e outras que simplesmente…aconteceram, mas uma coisa eu tive a confirmação e é disso que venho aqui falar hoje.

Primeiro deixo um video que tem muito a ver com a forma como me sinto neste momento. A parte em que ela volta á sua casa, que por sinal é magnifica e o camisolão, as meias, a cadeira, os livros, a necessidade de estar só, a saída da cidade, é como estou neste momento. Com um pé de trabalho sempre a ligar-me á cidade mas depois a minha vontade de chegar a casa, tal como fiz hoje e vestir o meu casaco grosso de tranças da Zara e uns leggings e estar confortável e bonita, e aqui tranquila a escrever-vos. Sabe tão bem este aspecto de ter plena liberdade, de não ter ninguém a chatear, de ver a vida com outros olhos, os nossos livres olhos.

Ela diz no final uma coisa que eu também acho magnifica e que é que:

” …é fascinante ver alguém a construir do zero algo que se transforma numa coisa fenomenal” isto a falar de espaços vividos. Adoro esta parte.

Lembro-me bem de ver um video de Steve Jobs a falar daquelas coisas que fazemos no percurso da nossa vida, sem razão aparente, apenas fazemos, e que mais tarde quando olhamos para trás vemos que foram fundamentais. Bom eu mudei tanto as minhas crenças!! Hoje em dia, acredito nos sinais que a vida constantemente nos dá, acredito que todo o percurso está certo e no momento certo, acredito que somos responsáveis por ele através dos nossos pensamentos, acredito que se olharmos para a vida desta forma ela ganha passes de magica. Acho incrível a forma como as pessoas vão aparecendo no nosso caminho sempre com alguma mensagem, acredito nesta simplicidade da vida que nos põe á prova.

Estive um ano sem pintar acrílico, virei-me a 100% para a aguarela, construi um mundo á volta disso, ainda com muito para andar mas graças a isso vi também coisas que tinha conquistado fugirem-me por entre os dedos, e a determinada altura parece que fui atirada contra uma parede e que todas as pessoas com quem convivo dentro do meu coração, que é enorme, mas onde só cabem algumas de forma especial, todas elas me alertaram para a falta da minha outra pintura, entretanto perdi o meu fiel companheiro num acidente e percebi que ele teve uma jornada comigo e que no dia em que eu retomei, a minha pintura e me senti a salvo ele simplesmente partiu. Curiosamente deparo-me com uma mulher muito mais capaz de dar conta do recado agora porque ganhei uma vontade redobrada de voltar á minha cor e ganhei um espaço na pintura para aplicar a minha nostalgia. Abri dois caminhos em vez de um. Isto é o máximo!! para mim pelo menos.

Entendo agora também que todo este percurso no decorrer do meu divorcio é absolutamente necessário ser feito sozinho, sem prespectivas, mas apenas com o objectivo de tornar a vida segura, tranquila, e a dos meus filhos também, Aqui não cabe mais nada a não ser isto neste momento. Com as janelas todas abertas para entrar ar, mas com a porta ainda fechada para repousar.

Vou tentar vir aqui o mais que puder, mas criei uma plataforma de trabalho individual de disciplina e á custa disso deixei de me dispersar e ganhei muito, mas também muito trabalho tem de ser feito por trás, nos bastidores que envolvem o meu trabalho profissional em paralelo com aquilo que tenho de viver, nas emoções para que ele cresça saudável, o trabalho!!! é assim dito por meias metáforas mas é muito verdadeiro!

Se estiverem a passar por algo parecido ganhem espaço, não tenham pressa porque na altura certa as coisas vão naturalmente acontecer e como dizia Jose Sramago:

“Aquilo que tiver de ser nosso á nossa mão virá parar”

Ate já então!

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Comprei hoje em Viana por 3e estas deliciosas campanulas na feira de velharias no primeiro Sábado de cada mes!
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Brinquei com o António
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Recordei uma prima ao fim de 13 anos
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Matei saudades da minha praia
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Distribui beijinhos
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Um pensamento sobre “A distancia critica

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