aqui pelo campo

Tudo tem o seu avesso

3 Comentários

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“Seria mais fácil embrulhar o céu inteiro num pequeno pedaço de tecido do que obter verdadeira felicidade sem conhecer o EU”
upanishades


Escrever artigos de opinião, para quem o faz, implica ter estofo para se ser verdadeiramente insultado com comentários inimagináveis que tiram a elegância a quem tem direito a sentir-se revoltado. Implica também e a (meu) ver, como maior trunfo, opinar com a dignidade ainda que os assuntos por vezes difíceis carecem!!
Ao ler este artigo no Domingo de manhã partilhado por uma amiga do campo, dei comigo a chegar á conclusão que aquilo que podia dizer, se disse-se, seria de que achei fraco de tema e conteúdo.
Usando da máxima Chinesa que diz sabiamente “nunca agir no calor da emoção” venho hoje aqui deixar a opinião de alguém que com 3 filhos de 4kg cada á nascença ganhou 20kgs, e chegou a pesar introvertida 95kg. Em paralelo, tinha uma vivência muda, de eternas dificuldades, vergonhas, insatisfações, tristezas que nasceram  comigo, pouca luz no fundo do túnel e um corpo que servia de embate a tudo isto como quando alguém nos atira contra uma parede se já tiveram o azar dessa experiência.
Quando um dia me reconheci limites de resistência e me lembro de me sair da boca um Basta raiado do sangue que palpita num coração furioso, muita coisa mudou porque NADA PODE CONTRA A VONTADE HUMANA! lentamente os meus 20kgs foram desvanecendo, o meu corpo esvaziando.
Herdei destes tempos uma “barriguinha” que ostento com orgulho no meu biquini que estive anos sem vestir escondida por camisolas que desculpavam o frio de uma praia que  não se fazia sentir…
Acho-a Sexy, e brancas muitas, raiadas no meu cabelo de Rubia como me chamaram, e hoje em dia tenho com uma espelho uma relação de amizade e cumplicidade.
Agora digam-me, quem não passou por tudo isto?? não devo ser a única calculo!
Comportamentos de performance exibicionista como os exemplos no artigo descritos são excusados em gordas ou giras, tendo em conta que no escuro todos os gatos são pardos e  o que faz a diferença é a qualidade da liberdade de cada um rotulada de sensualidade e esta não conhece formatos estabelecidos por cabeças formatadas.
Relembrando que isto trás aos consultórios de psicoterapia, casais ou solteiros que são incapazes de ser livres na sua própria cama, e vão procurar a resolução dessa prisão no regaço dos amantes. Digo isto sem qualquer tipo de critica atenção, quem somos nós para ter a leviandade de julgar aquilo que vai dentro de cada um e a razões que levam as pessoas a tomar determinadas decisões que podem muitas vezes ser o pontapé de saída para algo muito mais…
…ou outras que permanecem por isso numa enorme frustração agarrados a casas e situações que veem impossíveis de garantir e desconhecem por isso durante uma vida a possibilidade de ser feliz.
Portanto deixo aqui apenas a minha opinião se servir para quem lê dizer…ohh, já lá estive!!!
“Todos temos uma terrorista interno”
Acreditem que, transmitimos aquilo que sentimos por dentro. Se sentimos vergonha esse é o nosso comportamento, se sentimos confiança, tudo em nós se ilumina. Aqui cito uma autora que é uma bíblia na minha mesa de cabeceira Christiane Northrup
“É preciso coragem ( vontade que vem do coração) para aprender a respeitar-se a si e ao seu corpo, independentemente de quanto foi ferida, do seu peso actual, da pessoa com quem está casada ou da sua preferência sexual. As mulheres que trato são história de feridas e tratamentos mundiais, mulheres vulgares em tratamento. Estas mulheres são os meus heróis”
Crescer e começar implica o desarmamento pessoal,r ecusando estar mais tempo em guerra com nós próprios…
Emerson dizia:
” A essência do Heroísmo está na auto-confiança”



As pessoas por quem temos esperado somos nós próprias

3 pensamentos sobre “Tudo tem o seu avesso

  1. Adorei o seu texto, enviei, a quente🙂 mas com boa educação a carta seguinte para a autora do texto: Boa noite,Sou magra (se é isso relevante para a MRP), mãe de 3 filhos, muitas amigas e amigos, já fiz missão em Africa, sou bem sucedida profissionalmente e exceocionalmente, com uma boa relação com o meu amante e pai das minhas filhas. Na minha biblioteca tenho vários autores, sempre gostei de ler, dos livros de mais fácil leitura e os que tenho que ler 2 vezes certas passagens, mas sem nunca ter rotulado como de bom ou má qualidade…. apenas diferentes para momentos diferentes.~Na ficção dos seus livros consegui ver sempre o sentido de humor desta guerra dos sexos, mas sempre senti que escrevia aquilo que é a vida… não se pode amar sem nunca ter sido rejeitado, não se pode andar sempre pelo bom caminho, sem se ter desviado algumas vezes e sentido na pele as consequências das más escolhas.Tem um filho, deve ter sobrinhas, filhas das amigas, até mesmo amigas gordinhas,… então leia pf o seu texto e questione-se sobre a razoabilidade do que diz, alias tudo sem sentido, não consegue generalizar sobre quem bebe ou não bebe pelos kilos que tem, nem quem diz anseiras, é mesmo tal absurdo que só imagino que está a passar uma má fase e descarregou a sua fúria na crónica que escreveu… mas não estaria mal se o fizesse numa crónica humorística como já vi algumas de machistas que até a mim me fizeram rir, mas de forma tão cruel em escrita e depois no programa Plano B…. ainda agora não acredito… tanto que estou aqui a escrever-lhe, já deitei o meu bebé, mas a minha filha de 3 anos está a pedir-me o leitinho e não consigo parar de escrevera fama dá-lhe muitas modormias, mas tem de as saber merecer e respeitar o impato das suas palavrassempre fui magra, mas há uma fase que começamos a ter as nossas curvinhas e não me dei bem com elas, e agora que me sou mais velho sei que é o que nos torna mais femininas…. se tivesse lido o que escreveu nessa altura, tinha-me ajudado… A AFUNDAR MAIS NA ANOREXIA …. por isso lhe escrevo para pf pensar em todas as meninas, cada vez mais novinhas, que possam ler o que escreveu e pensar que apenas lhes resta um caminho: beber muito, dizer palavrões e ficar com os restos dos homens que as magrinhas não querem….já fui trocada por mulheres mais gordinhas, jeitosinhas e porque eram pessoas melhores do que eu, mas na altura também pensei o que disse "não sei o que ele viu naquela gordinha", mas não disse porque sei que magoa… e não tenho eu os milhares de leitores que a MRP temse não achar que deve pedir desculpas, aconselho-a a ir fazer uma missão em África para perceber o quão pouco importante é a beleza, a gordura e tudo o mais… ou ir ao IPO ver os pais das crianças que estão a morrer, ou até mesmo nesse mesmo IPO as mães magrinhas depois de tantos tratamentos a pensarem se conseguirão sobreviver para criar os filhos… e quem as ampara são as gordinhas as magrinhas, as que bebem as que não bebem, as que dizem asneiras e as que não dizem….eu sempre lutei para não ser gordinha, mas é a minha escolha, e cada um sabe de si, mas talvez se tivesse lido a sua crónica nessa fase menos boa da minha vida a esta hora não estaria aqui com os 3 filhos e com o meu amigo e companheiro da vida, com quem discuto e amo ao mesmo tempo, porque a vida não são apenas o preto e o branco……peça desculpas… é tão simples dizermos que estavamos errados, só os inteligentes o que conseguem fazer!

  2. Muito obrigado.. Optima a sua carta tambem! Um artigo que chocou pelo seu vazio tao cheio de agressao! Um beijinho e tudo de muito bom! Obrigado pelo comentario que valida este blog sempre!!

  3. Gracia, sólo quien ha luchado con el sobrepeso toda su vida puede entender lo que escribiste en tu artículo, yo te entiendo. No poder tener feeling con tu propio cuerpo en mi vida entera no es lindo a pesar de que trabajo para eso y aun no he podido hacer amistad con el espejo como tú. Pero a la mentalidad de una flaca nunca pidas que lo pueda entender sin haberlo experimentado en carne propia, yo, valga la redundancia, te lo digo con propiedad. A veces sin vivir la experiencia, es dificil sentir empatía por lo que siente otra persona, y muy fácil el bla, bla bla. Te mando un beso grande, y adelante con tus reflexiones, para sentir que no estamos solas en caminos difíciles de recorrer. Gracia, te quiero! Silvia de Montevideo, Uruguay.

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