aqui pelo campo

Reconhecer um poder superior ou sabedoria interior

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Plein air watercolour workshop in the countryside Portugal

Plein air watercolour workshop in the countryside Portugal

Hoje acordei com vontade de escrever e embora não tenha acordado as seis (não fui capaz de me obrigar…) estou aqui na minha hora criativa antes de seguir para o Porto onde vou ter um dia cheio de tudo.
Primeiro quero deixar aqui um blog que acho interessantissimo, sempre que o visito e que fala a meu ver no poder de re-começar. O dia a dia de uma família que percorre o mundo unida e que lida com aquilo que ao olhos dos outros parece um sonho, e talvez seja, mas que trás consigo inúmeras questões, moldes, experiências que marcam aqueles que vão ser os adultos de amanhã. O meu António ontem chorava porque só conhece Portugal e vive agarrado ao atlas GIGANTE que lhe dei a sonhar com o mundo todo. Da forma que vive tudo isto eu antevejo o seu futuro que penso em todos os meus filhos vai ter um cunho muito universal. A nossa família nunca se valeu de reais valores familiares por diversas razães que apenas agora vejo e reconheço. Quando os nossos pais largaram as famílias em busca daquilo que neles falhava, quando já vem de famílias cujos pais morreram cedo, e de tristeza também, quando os filhos foram separados por impossibilidade de criar, tudo isto vem até ao dias de hoje com uma força crescente de dar rumo as nossas vidas e consequentemente aos nossos filhos. Curiosamente e, apesar de ter sofrido com tudo isto, não vejo tais eventos com tristeza, longe disso. Vejo sim com braços abertos e sendo eu uma pessoa pouco saudosa, ou seja, é assim, não tenho tristeza de deixar uma casa e ir para outra, para mim é uma nova experiência, um recomeçar. Não sinto um aperto no peito quando vejo um filho partir para aquilo que quer fazer, sinto uma alegria imensa. Certo dia a minha irmã perguntou-me “não tens saudades daquela casa?” (casa essa que eu tinha na Foz num sitio óptimo com jardim, um verdadeiro privilegio de sonho para muitos)…a verdade é que não, não tenho. Tive tanto re-começares na minha vida que cada um foi uma etapa até um dia chegar a um sitio onde automaticamente eu cheguei, pousei as trouxas, respirei e adormeci, e quando acordei percebi imediatamente que trincha chegado. Já cá estava. Que, independentemente de onde quer que fosse mais tarde, aqui eu teria de voltar e aqui morrer um dia. Pessoas entraram na minha vida depois de tudo isto e lentamente ela foi mudando, criando ar entre os espaços que outrora estava todos sobrepostos, confusos, com pó e, passaram mais alguns anos, e eu voltei a re-começar, e mais mudanças vieram, mais pessoas, mais experiências incríveis, mais sabedoria, mais passar dessa sabedoria para os outros e eu olho para trás e pergunto “tenho saudades?” Não, nenhumas. Nunca me imaginaria a ficar sempre numa posição que me trazia um planar sobre a vida em que queria colocar os pés no chão e não conseguia. Depois de tudo re-começado percebi, e até muito recentemente que de facto tinha tido coragem, vangloriei-me que é algo em que sou em regra muito rigorosa comigo. Vejo sempre as coisas de forma a incluir todos num só e desta vez vi-me sozinha num processo de coragem e capacidade de mudança imenso. Vejo o Sebastião apoiado nas minhas premissas de auto-estima e valor próprio, vontade de ir de encontro á sua vida, vontade de re-começar, vejo o Cuchi chegado ao sonho que sempre teve, e sabendo que na mente temos uma tesoura capaz de recortar tudo aquilo que é para nós a personificação daquilo que queremos ser, e de excluir o que nos vai moldar para o mal e que raramente a usamos….ele já chegou, e vejo o António a sonhar com o futuro com uma intensidade incrível e vejo-o lá, por esse mundo fora um dia e, quando olho para a frente prevendo o futuro sinto-me super feliz com tudo isto. Sinto que fiz o meu papel, que o fiz direito, capaz de mostrar valores e certezas, capaz de dizer não e de reclamar aquilo que sou realmente não só para mim, mas para eles tambem!
Estes dois ultimos meses dei-me conta de um novo re-começar que sei agora será para sempre porque daqui não quero mais sair porque quando começo tudo dentro de mim pára, num silencio homérico e ai encontro a minha paz verdadeira no que toca a trabalho
“O mundo arte é uma esfera onde muita gente não apenas trabalha mas vive a tempo inteiro”…
é incrível o quanto isto é verdade ..o quanto eu o sinto sobretudo agora com a minha incursão na aguarela e quanto eu toda vida vi incompreendido em mim o sentimento geral da sexta feira, que nunca usei como meu. O quando me irrita aquela musica recente sobre a sexta feira e o quanto eu a acho um paralelo com aquilo que nos querem incutir sabendo com toda a certeza que

“o que a menta consegue conceber
a mente consegue obter”

“The game of life and how to play it” é um livro que aconselho, para quem como eu quiser ir mais á frente e perceber que não somos apenas carne e osso e que, quem nao acredita na magia da vida não tem direito a ve-la.

The seven Japonese Gods of good fortune plus onde that simbolizes all of them

Trabalho que estou a desenvolver em parceria com a Rota do Chá em Miguel Bombarda e que será de um chá por cada dia do ano.
Aqui temos reunidos os 7 deuses Japoneses da boa fortuna e numa delas a conjugação de todos eles!

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