aqui pelo campo

Mede o teu sucesso pelo número de olhos que brilham à tua volta…

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Se vos contar que não vejo televisão desde que mudei para o campo, acreditam?? mas é verdade e, não lhe sinto qualquer falta, e nem do CSI …mas anteontem, ia eu já tarde desligar a televisão ao Sebastião já ele dormia um sono profundo e dei com uma entrevista a Helena Scadura Cabral que me foi deixando com um interesse tal que ali me sentei com pena de não ter um bloco perto para anotar, mas sem me levantar para não perder pitada de uma mulher forte, cheia de garra e me deu meia duzia de conselhos que acatei e divulguei e hoje dei comigo no centro comercial de Viana do Castelo na Book.it a ler nesgas dos livros dela e dali fui dar aos blogs e encantei-me. Hoje o post é curtinho, e a ela dedicado, e aqui fica um bocadinho dos muitos que li e que me re-vi.

“Andava arredado, como se quisesse fugir dela. Chegava tarde, levantava-se com as galinhas e às refeições mantinha-se mudo.
Ela não percebia e desfazia-se em ternuras e atenções, admitindo que seria culpa sua. De quê, não sabia. Nem sequer admitia a existência de outra mulher. Pensava nos dois filhos, tentava comunicar, mas a barreira era intransponível. Marcelo não estava pura e simplesmente interessado em falar sobre o assunto.
O ambiente tornara-se insustentável e, no limite, Elsa decidiu fazer as malas, pegar nos miúdos e sair. Sem dizer para onde ia, aproveitando as férias escolares de Verão. Rumou ao Norte, arranjou casa e trabalho. Até que sentiu ser chegada a altura de procurar um advogado para se divorciar.
Foi quando, finalmente, percebeu as razões do marido. Nada tinha contra ela, nem se queixava de coisa alguma. Ela apenas pecara por omissão, por não ser a pessoa que ele esperava que ela fosse. Fora ele que se enganara sobre a pessoa com quem casara e, por isso, sentia goradas as suas expectativas. E não queria uma vida sem retorno para si.
Há, de facto, vidas assim, em que um nunca sabe ler os sinais do outro que, por sua vez, espera sempre não ser ele próprio a ter de fazer o corte. Para isso basta-lhe ir ferindo lentamente…”

Helena







“Retomei a normalidade do quotidiano. Foi com alguma dificuldade. Mas com uma enorme mais valia, porque faço tudo mais devagar. Encontrei finalmente tempo para olhar à minha volta e descobrir cores e volumes que via todos os dias sem os olhar.
Hoje fui lanchar com uma querida amiga ao Darwin, um local esplêndido na Fundação Champalimaud. Há muitos anos que não fazia isto a meio da semana. Na verdade, como gosto muito do que faço, enleio-me no  trabalho e perco a noção do lazer – descanso.
Agora estou noutra perspectiva. A de fazer só o que me der prazer. Por isso deliciei-me com a vista, o sol, o rio. As coisas simples da vida. Com a noção de que esta pode acabar a qualquer instante e que vale a pena estar atenta aos pequenos detalhes que nos trazem felicidade.
Sem qualquer nostalgia. Apenas sabendo que quando se perde tudo, o pouco com que se fica, é já uma riqueza…”

HSC

Entretanto ando a devorar a vida com uma horta que cresce e que todos os dias ve os seu dono (a) e com os meu rabanetes que estão já grandes e prontos para ir para a terra.

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Fotos do dia a dia com a sua beleza e calma!
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new friend new friend

An amazing houseMy help in the farm!





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