aqui pelo campo

Não é o quanto somos bons, mas o quanto queremos ser

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arco-iris

Chove lá fora e ouvem-se a cair nas folhas das árvores as pingas numa musica Zen, barulho de fundo tranquilizador que antecede este feriado.
Um dia que faço questão de não ter expectativas, de me abandonar, e que amanheceu feliz, ás 8,30 com uma mensagem a dizer “Já cheguei!!”. Algures de terras distantes fez-me sorrir e vaguear nas memórias  por entre o calor da cama, ainda numa casa por acordar. Memórias de merecer, de paz, de lago outrora ressequido e agora cheio e verdejante onde por vezes ainda mergulho nas minhas inseguranças e sinto falta de ar. Mas a vida não é perfeita, nem nós, ou talvez ela seja e nós não. É isso! Para desfrutar este -já cheguei- por uns dias que vou tentar esticar e viver com afectos.
Ao pequeno almoço tive uma enorme e simples, mas complexa alegria. O António desenhou o seu primeiro arco-íris por cima das cabeças, dele, do irmão e da prima Mariana. Isso deu-me uma força que encontrava esgotada nesta ultimas semanas. O pensar mareado focou-se na necessidade de continuar um trabalho que está agora reconhecido pelo ser supremo das nossas vidas. Os nossos filhos.
Segui sempre os meus instintos e sabedoria interior quando os levei de uma vida exausta, agressiva de enormes frustrações. Tudo foi planeado do sentido de os fazer aterrar em solo fértil, estável e sobretudo duradouro. Rodeei-me de pessoas que me ajudaram naquilo que eu não sabia e segui em frente. Honrei o meu papel de mãe que cedo nesta vida escolhi e agora, depois das águas turbulentas terem passado, de eu nadar, embora ainda sem pé num lago tranquilo, tudo se começa a compor nas cabeças deles, como se fossemos a um quarto desarrumado e, com subtis dizeres o fossemos arrumando, enchendo de sol e cantares de passarinhos.
Volto ao meu café que por agora já se esfriou e o dia é para me por bonita e honrar alguém que veio de tão longe para me ver.

Arco-iris com ponto central do desenho: Protecção, signo da aliança entre Deus e o homem, simbolo da paz, da harmonia, tudo aquilo que tem forma de arco representa protecção. Devemos ser doces na aproximação a uma criança que desenha arco-Íris. De certeza que ela já conheceu tempestades e não quer reviver a mesma situação. É bom assegurar a criança com frequência. Criança que deseja o máximo de protecção com o objectivo que a vida se lhe torne mais fácil.

O unico que tem mãos no desenho é o Sebastião, dos três, é o unico que tem força para tomar nas suas mãos o problema.

O sol á direita da folha, sem raios e obscuro é relacionada com o pai, e demonstra falta de entusiasmo e autonomia

O verde da roupa do Antonio é uma cor magnifica e purificadora tal como o amarelo. Ambas fazem parte uma da outra. Não me vou esticar nas cores porque as cores tem a mais a ver com aquelas que as crianças usam com maior frequencia muito embora haja um signigficado implicado nesta esccolho que reconheço muito bem nas atitudes de cada criança aqui representada e na interecção entre as tres.

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