aqui pelo campo

A minha aldeia, a minha Paz

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Estava prometido um artigo sobre a minha aldeia que guardei para fazer num dos meus momentos de inspiração noctívagos, aqui no fundo do meu jardim, portanto aqui vai.

Terra que percorro nas minhas caminhadas há já 3 anos todos os dias, que me faz parar para olhar sem em mais nada pensar, deslumbrada pelas paisagens que em inúmeros tons de verde me envolvem de ambos os lados da minha caminhada solitária. Terra de gentes que aos poucos fui conhecendo, que me abordavam na rua curiosas,  com cão, com alguém por companhia, onde eu me fazia habitual pelas pessagens delas. De tractor, carro de bois ou na companhia de uma pacifica vaca, todos os dias por mim passam e todos eles eu volto á minha quinta tão cheia quanto o meu coração vive estas paragens Minhotas. Ponte de lima que me corre nas veias, ao Porto que deixei para trás em memórias que me roubaram um pouco a juventude, segui para Forjães onde construí um sonho cor de rosa e aseguir deixei. S. Paio terra onde me refugiei, me curei das minhas dores e angustias de tantas caminhadas que aqui fiz em momentos que mais me apetecia desistir, mas fiquei, apaixonei-me e todos os dias por aqui e por ali tento viver um dia de cada vez, viver as coisas simples de uma vida que adoro, que se antevê sã e cheia de felicidade num sitio onde, seja qual for o meu percurso há-de ser sempre o meu porto de abrigo.
Fica aqui uma viagem lindíssima e algumas sugestões salpicadas de comentários que roubei ao grupo de facebook desta terra, onde as pessoas se reunem em desafios divertidos de nomes e tios, apelidos, e  histórias, onde todos, espalhados pela aldeia apartir de suas casas participam com o seu saber de muitas escolas, talvez para mim a mais importante seja a da vida.
Desfrutem mas acompanhem com esta musica que tantas vezes ouvi nas minhas caminhadas (O video não é bonito…mas a musica é!)

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My village in the Spring

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My villageMy villageEaster at Portugal North countryside

My village

  • Adilia Neiva A “casinha da eira” da tia Maria da Pinta??
    18/4 às 10:41 · Não gosto ·  1
  • Candida Azevedo Áh! …Não conseguia identificar!
    18/4 às 11:46 · Não gosto ·  1
  • Adilia Neiva Por lá brinquei quando era pequenina (aos domingos nas visitas à casa da avó paterna) e mais tarde nas “permutas” de trabalhos ajudei nas desfolhadas e na malha das espigas…bons tempos!!!
    18/4 às 12:13 · Não gosto ·  1
  • Candida Azevedo Pois…nunca te há-des esquecer dela, e tens motivos de sobra para isso.

    My village

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    Saturday watercolours

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    Fica muito MUITO por mostrar do muito que ainda estou a conhecer mas deixo aqui agora alguns comentarios girissimos roubados ao facebook das gentes desta terra que vos convido a conhecer São Paio de Antas*Esposende

    Fernando Manuel Marques Rolo e o noxo manuel o picos quando lhe fugiu a vaca para a casa velha espetou as patas de traz no solha e foram chamar o mingos do taco para ajudar a tirar a vaca.o noxo manuel foi puxar ao rabo mas o rabo tinha bosta o noxo manuel escurregou e foi bater com a cabeça numa coluna e desmaiou. a sogra muito atrapalhada começou a gritar aque deu rei que morreu o nosso patiarca e dizia o mingos do taco que falava muito mal el nao moreu só desarmaou (desmaiou) dava-lhe uma chapada e dizia.astorda manel (acorda manuel)


    Fernando Manuel Marques Rolo não nos pudemos esquecer do canaxo quando foi a fatima e na falta de um lenço branco disse adeus á senhora com o garrafão do vinho


    Manuel Afonso Manel uma personagem k passava a muitos anos por a nossa terra era o senhor Emidio senhor velhinho sempre de preto e desenhava muito bem


    • Manuel Afonso Manel umas das figuras era o Costa neiva
    • Ru E Va V entao e a Gisela???
    • Belmira Rodrigues Eu tinha muito medo da Gisela !!! Que deus a tenha no ceu !!

      Pedro Cardante A Gisela. Eu e os meus primos grilos iamos algumas vezes a casa dela por altura das vindimas e ela tinha muitas bonecas guardadas religiosamente…nós iamos ao portão e dizia-mos: “Vamos-te roubar as bonecas” e ela respondia : “Cara**** que eu vou buscar a pistola do meu tio e mato-vos”…Foge, lá iamos nós a correr…altamente…eu era mesmo puto nessa altura. Boa recordação Roberto.

      Celia Barros A Gisela! Coitada! Meeedo…eramos tão totós!! Eu ia pra sta Tecla pela estrada ‘nacional’ só pra não passar em frente á casa dela!


      Manuel Sá O tio Cândido, foi o último moleiro da Carvalha. Era um espetaculo ve-lo passar no carro de cavalos puxado por um garrano castanho avermelhado com uma grande crina a esvoaçar ao vento. Parecia dançar…

      Fátima Laranjeira E as do “Carta”… lembram-se? Moravam numa casinha minúscula, cheia de vasinhos com flores. Vendiam “trigo”, muito molinho, como a minha avó gostava. Eu, ao contrário gostava dos” petins de 16” da padaria.
      Naquelas manhãs gélidas em que a “Pereira” acordava coberta de “neve” e tínhamos que ir levar o leite ao posto, bem cedinho, entrar na padaria era como entrar no céu. Aquele quentinho, aquele cheirinho a pão quente , o tio “Abelino” com o seu característico bigode à Hitler …. – Atão, que bai ser hoje?! – 1 petim de 16 e 2 pequenos. O PETIM! Aquele PETIM estaladiço… – Mãe posso comer o ”focinho” (a pontinha do petim)? – Espera. Num tens paração! O leite num queres tu. Fui gastar o dinheiro no Toddy, num sei pr’a quê. O leitinho que te fazia tão bem…bebe menina, bebe que eu dou-te o “focinho”.

      Fátima Laranjeira E o Aníbal?! Ninguém se lembra do Aníbal que vinha de Lisboa muito “asseado” com uns sapatos que faziam “chiadeira”. Era barbeiro/ cabeleireiro. – Está cá o Aníbal, vamos aproveitar para cortar o cabelo à menina… Ficava numa casinha ao pé da tia Maria do Joaquim.

      Fátima Laranjeira E a tia Maria da “Bexa”? Uma velhinha vestida de preto, escura e enrugada, esmagada por um enorme cesto a “ rogar” com o peixe de porta em porta. “Compa Minda, compa qu’é tão fesquinho… compa que eu vendo-to pela “esmola”. A esmola era um bocadinho de batatas, feijão, cebolas … o que se podia dar. Muitas vezes o único lucro delas.

      Fátima Laranjeira A tia “Solidade”! Essa fazia umas “padas” deliciosas. Ao Domingo íamos à missa, passávamos no “Rabadas” comprávamos o “1º de Janeiro”, vínhamos pela tia “Solidade” e comprávamos “padas”. Que supremo prazer era ler o ” Príncipe Valente” e comer uma “padinha”!

      Luis Miguel Faria Lembro me bem do tio Candido do Pito, o Sarreiro, o Escravinho!!! Deles tenho memorias fantasticas!!! Como do Costa Neiva, e muitos outros que frequentavam o cafe dos meus pais!! Tardes/Noites de chorar a rir!! Do fantastico capitão Piteira que aparecia no imaginário do ainda vivo Zé do Aires!! A maneira fantastica como o Fernando do Rabadas contava historias (um grande contador de historias), o nosso Mico que ainda tem o record do café Faria de a presença mais prolongada sem sair do estabelecimento comercial hehehehe o Tio Fogueto que “botava um petim e uma landrinha abaixo” enquanto o diabo esfregava um olho! O ainda vivo Frank, o Samakaio e tantos outros que me fizeram rir e me inspiraram para muitas historias que conto!!! Obrigado a todos eles pelos momentos de incrivel diversão e gozo que me ofereceram!!!

      Manuel Pires Pires Não se esqueçam da tia Rosa do Mota, casa onde toda a gente de Guilheta ía por causa de levarem as porcas ao macho.

      Adilia Neiva Esqueceram-se do tio Armindo, o grande “Bombardino” da sua altura, carregava o seu instrumento debaixo do braço, sem estojo nem nada. Um homem simples, talentoso, admirado pelo músicos da sua altura. Contava-me o meu antigo (já falecido) patrão. Sr. Rigor (que tinha tocado na banda do “Guichez”) que o homem tocava tão bem que numa romaria em que ele ao serviço da Banda de Antas, da altura, fizeram uma romaria com uma banda Espanhola. O maestro espanhol depois de ouvir um solo do tio Armindo quis oferecer-lhe um Bombardino novo, de um dos seus músicos porque – palavras do maestro – este homem com uma lata velha faz milagres e o meu músico com um instrumento novo não toca nada…e lá carregaram aos ombros o tio Armindo!!!
      Lembro-me tantas vezes do tio Armindo, da sua simplicidade, das histórias que contava enquanto esperávamos a vez para ordenhar as vacas na ordenha do Crespo…gostava de contar as suas histórias mas eram também um bom ouvinte, gostava de aprender coisas com a gente nova. Grande tio ARMINDO.

      Adilia Neiva e o sapateiro…o tio Barão, vizinho da tia Maria da Catrina e da tia Saboneta?

      Candida Azevedo E o”Finácio”? Quem não levou uma graçola dele do cimo de qualquer telhado! Esse sim, merecia uma estátua, pelo sábio sentido de humor com que atormentava as pessoas.E a subtileza com queo fazia era incrível: Um dia estava a descrever uma criatura qulquer ao meu pai,e disse-lhe”:Sabes,ela era muito seca,muito preta , muito fraca, Olha ainda era mais fraca do que a tua!”.Mas deste senhor,podia falar-se um dia inteiro das suas peripécias, que não se contava tudo.Teria sido um sábio e genuíno humorista se vida não lhe fosse tão madrasta.


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