aqui pelo campo

Encontrado não é roubado!!

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Os cães estão alvoroçados hoje na quinta. Fiz uma coisa que não costumo fazer, mas deixei o Mateus (o cão da quinta) dormir cá dentro. O Mateus tem saudades do dono e anda triste e na minha casa, que é pequena há sempre lugar para quem vem por bem , por isso hoje não temo ladrões, estou bem protegida por uma gato que me atesina literalmente a paciência com os seu miados, um cão resmungão que por ter barbichas acha que se pode deleitar no meu sofá e uma peludo loiro deliciado no quentinho do tapete!!
Bom…mas a minha vinda aqui é para trazer um copy past de um artigo publicado pela  Catarina Clemente que estou deliciada a ler e que me deu a conhecer algo muito interessante que passo a roubar…copiar…descaradamente!! Fica o link para o blog dela que esta quase a ser mãe e tem um blog lindo e inspirador.
Chamemos-lhe um reblog ok…


mary randolph carter

by catarina clemente

Mary Randolf Carter  podia ser chamada a verdadeira coleccionadora de tralha. A raínha do lixo. A mestre na arte de viver no meio da bagunça.
Na verdade, nada disto se aplica a Carter (como gosta de ser tratada). Na qualidade de  vice – presidente  sénior da Ralph Lauren Publishing, ela empresta à marca o seu estilo artisticamente desorganizado e o seu amor pelo antigo e pelo usado.
Autora de vários livros, a sua última publicação,  A Perfectly Kept House Is the Sign of a Misspent Life, é uma ode à casa confortável, vivida, repleta de memórias e significados. Uma exaltação da beleza da imperfeição e dos objectos que nos fazem sentir bem.

How to live creatively with collections, clutter, work, kids, pets, art, etc… and stop worrying about everything being perfectly in its place.

 LIFE ISN’T PERFECT.

WHY SHOULD YOUR HOUSE BE?

 Mary R. Carter em Entrevista  à  styleathome.com, Liza Finlayda
[tradução-livre]
STYLE AT HOME: Portanto, aqui estamos nós hoje para falar de um monte de lixo! O que é “lixo”, exactamente?
Mary Randolph Carter: (risos) Bem, para mim, lixo não é verdadeiramente lixo. É apenas algo velho. Quando publiquei American Junk, tive problemas com a editora por causa do nome do livro. Eles perguntavam como é que íamos vender aquele livro com a palavra lixo pespegada na capa.  Acredito firmemente que nós escolhemos o que tem valor. Não tem a ver com a proveniência. Tem a ver com o que gostamos, com o que apela aos nossos sentidos. Não interessa se o encontramos numa venda de garagem ou numa loja de antiguidades.
S@H: Porque é que o “lixo” é tão importante?
MRC: Tem um valor nostálgico. Quero que a minha casa seja confortável, que tenha continuidade com o meu passado. Que seja um reflexo da minha vida. Para mim, significa estar rodeada por objectos que evocam memórias – memórias do meu passado, de viagens que fiz, de experiências que tive. É aquela fotografia envelhecida dos nossos avós numa moldura moderna de aço ou o conjunto de pratos que te recordam uns que já tiveste antigamente.
S@H: Acredita mesmo que há espaço para o lixo na casa contemporanea?
MRC: Absolutamente. O contraste entre o velho e o novo torna a vida interessante. Penso que são necessárias peças velhas, únicas, para equilibrar a modernidade. Por exemplo, o meu filho e eu encontrámos uma mesa de café para o apartamento dele que alguém tinha coberto com capas de revistas. Cobrimos com um pedaço de vidro, e agora a mesa é o contraponto perfeito para todo aquele aço e vidro que existe nas casas modernas. A mesa acrescenta calor e aconchego – é como usar um casaco vintage com um par de botas novo. É necessário misturar um pouco as coisas. Caso contrário um ambiente pode facilmente  tornar-se banal, enfadonho e com falta de personalidade.
S@H: Diga-nos, como foi que a sua história de amor com todas estas coisas começou?
MRC: Eu sou da Virginia, a mais velha de 9 irmãos. Crescemos numa casa muito bonita que era um celeiro que tinha sido restaurado. Quando eu tinha 16 anos, essa casa ardeu completamente. Perdemos tudo (menos a vida, felizmente), incluindo  heranças de família, fotografias, e até os livros que nos tinham sido lidos vezes e vezes sem conta. Eu aprendi uma lição importante acerca de quais as possessões materiais que relamente são importantes para mim. Quando começámos de novo, não comprámos coisas novas. Os meus pais foram à procura de coisas usadas para substituir as coisas de família. Tínhamos um capacho que dizia: “Uma casa demasiado “arrumada” é sinal de uma vida desperdiçada”. Acho que posso dizer que coleccionar pequenos tesouros do pasado é uma espécie de valor de família. Tornou-se uma coisa natural. Existe algo de muito excitante na confusão e no caos de uma loja de 2ª mão.
S@H: Como é que consegue descobrir tesouros  no meio desse caos?
MRC: Quando se está a começar, o que ajuda é pegar num tema e começar uma colecção. Por exemplo, eu gosto de coisas que se possam pendurar na parede porque entretanto já fiquei sem espaço em todos os outros sítios, na minha casa.  Com o passar dos anos, acabamos por desenvolver um instinto especial, uma visão para descobrir aquilo que será o complemento perfeito para a nossa casa. Algumas pessoas gostam de brinquedos antigos, ou complementos para a cozinha. Eu gosto de procurar arte. Por vezes enocntram-se verdadeiras preciosidades dentro de molduras pavorosas. Ah, e já agora,  não desanimem por causa das molduras bonitas. Muitas vezes,  o vendedor pede mais dinheiro pela moldura do que pelo quadro, por isso muitas vezes pergunto se é possivel vendê-lo em separado.
S@H: Quando é que lixo é, simplesmente, lixo?
MRC: Digo muitas vezes às pessoas que sejam cuidadosas no respeita á compra de candeeiros ou qualquer tipo de dispositivo eléctrico. Há demasiadas coisas que podem correr mal. Com os estofos das cadeiras, é preciso ser especialmente cuidadoso. Se as molas e os tecidos tiverem de ser substituídos, aquilo que foi uma pechincha pode tornar-se bastante caro. Se realmente gostar dela, deve comprar. Caso contrário, poderá não valer tanto dinheiro.
Mais por menos
Como tirar partido de uma ida às lojas de 2ª mão?
Mary Randolph Carter partilha 4 dicas.
1. Estar preparado. Pensar de antemão.  Fazer uma lista de modo a manter em foco o que se procura e não oprimido por toda aquela confusão. Neste caso, a lista serve de bússula.
2. Confiar nos seus instintos. Lixo “bom” está associado a boas memórias. Se der consigo a dizer algo como  ’Sabes o que é que isto me lembra?”‘ provavelmente descobriu algo inetressante.
3. Dar uma volta pelo estabelecimento e, mentalmente, tomar nota dos itens que lhe realmente lhe interessam e daqueles que pode dispensar.
4. Regatear. Faz parte do desporto. Normalmente, junto uma quantidade de coisas. Só quando chega a altura de pagar é que começo a negociar.
uma outra entrevista com Mary R. Carter interview aqui.

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