aqui pelo campo

"Homem velho, mulher nova dão filhos até á cova!"

1 comentário

Nunca tinha visto as coisas na visão de Paul Auster mas achei de veras interessante!!





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DSC09970DSC09957My village

…”Homem velho, mulher nova dão filhos até á cova”
Foi esta uma das coisas que hoje anotei no meu caderno enquanto acabava o meu dia num delicioso chá aqui em casa, e aqui estou eu a escrever o fim de um Domingo do estilo “aos meus favoritos”.
Começou com uma manhã tardia de noite anterior de preguiça minha em que me fui deixando ficar até dar conta que já eram 3horas da manhã. Acordei hoje com o sol na cara através das minhas janelas de tabuinhas que deixam ver a vegetação lá fora e os pardalitos esfuziantes num dia de Primavera. O Mateus esse, aguarda o seu pão matinal dando pancadas na porta, mas a aldeia está calma, naquela calma de azáfama Domingueira que eu tanto adoro e que sinto aqui mais do que em nenhum lugar e que, tão bem me sabe.
Compras na mercearia local, visita a uma amiga que me chama “coração”…e qual apelido mais delicioso do que o das pessoas que sabem que se tem uma á outra. Almoço rápido e alguma irritação ao ver que o meu Domingo se espraiava , o sol fugia e eu ainda não tinha feito o que me tinha predisposto a fazer…ir á praia. O vento já soprava forte, o meu desanimo foi desvanecido por uma consciência exacta que tinha de pôr em pratica aquilo que eu apregoo aos outros e deixa-lo ir lentamente vivendo cada bocadinho, senão igual ao que eu queria talvez diferente e quem sabe melhor!! Provou-se que assim foi e fui ali ao lado oferecer uma aguarela a um senhor que muito aprecio e que fez anos ontem. A alegria da prenda foi generalizada dentro do restaurante e eu fui á praia mas não saí do meu tractor tal era o vento ante tão bela paisagem que dispus á minha frente como uma quadro que me decidi pintar, o alto que deixa ver a lindíssima foz do Rio Neiva, local mágico de recordações mil. Montei o meu material enquanto a Dona Isabel me segurava no frasco da água…uma adaptada garrafa de Ice Tea e ali ficou ao meu lado no carro a ver-me pintar entre historias que recorda como ninguém e a minha total ausência a ouvi-las tal era o desejo com que pintava algo que me deixa a mais maravilhosa recordação de um momento na vida que não volta mais atrás e que até me esqueço que tenho de viver e encher de vida, AGORA. Voltei, e ai a aventura começou pela quinta de Belinho casa de um poeta que descobri com lágrimas nos olhos na casa de um amigo em Guilheta num livro que eu própria lhe ofereci e que acabei por ler também lá sentada no sofá ao som de acordes e viola e que me devorou por dentro de tão bonito, tão cheio de alma em poemas que abriram a minha pagina de facebook no inicio deste ano. António Correa de Oliveira. Vagueei pelos entornes da dita quinta de uma beleza rara, historia que fui descobrindo, local de um encantamento tal que percorri de maquina fotográfica, e segui pelas ruelas de Belinho num pára arranca fotográfico destas terras que nos convidam a entrar dentro delas e a desfrutar das belas casas que se acompanhadas por alguém que as historias lhes conhece nos faz um dia para jamais esquecer. Costumo dizer que sinto algo estranho aqui como se aqui aqui tivesse vindo noutra vida porque tudo nesta terra me toca fundo no meu coração e aos poucos por ela tenho sido compensada em amizade. aguarelas lindíssimas, historias de outros tempos de lanches faustosos em quintas senhoriais …



In my village the beautiful river


me


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Será que Paul Auster tem razão quando diz que os artistas e sobretudo so escritores são pessoas com uma problema, uma doença e que a unica forma de preencherem o seu descontentamento com o mundo e aquilo que ele nos prove é acrescentar-lhe algo!! ??

Um pensamento sobre “"Homem velho, mulher nova dão filhos até á cova!"

  1. O mal da Foz do Neiva, é mesmo, o lixo que a praia tem. Até mete dó… Gostava de saber qual é o gozo de ir para lá deitar o lixo. Da ultima vez que lá fui, até garrafoes de vinho tinha.Mas a aguarela faz justiça a beleza da foz :)Quanto á questão dos artistas, penso que são os inconformáveis. Um descontentamento associado a uma inconformação com os que os rodeia. E uma paixão pelo que vêm; as vezes penso que se fossem uns super heróis, o poder deles seria uns olhos muito grande com a capacidade de ver a beleza em tudo o que existe.

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