aqui pelo campo

Concretizar e ganhar

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Hoje, depois de muito “caminhar” vida a dentro páro á minha hora de almoço e substituo o prazer de uma refeição pelo prazer de escrever, vindo aqui contar as voltas que a vida dá. Os sinais, chamem-lhes o que quiserem. Tenho uma costela Limiana e, como já alardei tenho o meu coração, ou parte dele em terras de Ponte de Lima, ponte essa onde me encavalitei nas sapatas era bem pequena e em cima delas me pus e hoje, olhando para as ditas sapatas não sei como o fiz a não ser pela falta de consciência infantil que tudo pode. A memória da capela no anjo da guarda onde fui deixar o meu pai em espirito um dia depois de ele falecer e onde sempre volto ao longo da minha vida para conversar, meditar, reviver. O monte da Madelena de cantos escondidos e húmidos, memórias que nunca mais esquecrei da melhor fase da vida dos meus pais. Os almoços de sarrabulho aos Domingos na Maria Preta e os rojões com castanhas num estar confortável de uma terra onde sempre me senti igual e em casa, pacifica. O jardim da Alameda onde corri de lés a lés e parei para olhar para o casarão de mil quartos onde, ali, nasceu o meu pai. A rua da casa do meu bisavô e a placa que ostento com orgulho de ser a neta que tudo dali herdou e sempre pouco soube.
Sempre quis saber, mas, o pouco que me chegou o meu pai levou com ele. Apagou-se no tempo. Tracei uma meta na minha vida que seria um dia acompanhada por alguém especial ir ao cemitério pôr uma flor á minha avó, mulher de um campo delicado, de muitos filhos e tantas agruras, de muita beleza tambem e de quem herdei duas lindas cartas manuscritas, de letra para mim impossível de decifrar e que um dia, ante a minha teimosia levei comigo para o meu local de leitura habitual por terras de São Paio e, silenciosa, de todo importunada pelo alarde das cartas, decifrei como que por magia serem a comunicação do pedido de casamento á família e do nascimento do primeiro filho numa delicadeza que me deixou comovida da “beleza e gentileza de certos locais outrora de um pitoresco singular . “


Pois vim a ser presenteada por uma amigo recente, de lá oriundo, de tudo aquilo que sempre sonhei que foi saber um pouco mais e atravéz da beleza dos escritos deixados pelo Conde dÁurora, orgulhoso da sua Ribeira-Lima, e minha também.
Em tudo um momento importante na minha vida que de tantos se vai fazendo. Obrigado


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3 pensamentos sobre “Concretizar e ganhar

  1. que bom encontrar restos apagados pelo tempo e que de uma forma ou de outra explicam o nosso ser! no teu percurso tems-me inspirado, vou mudar-me primeiro e depois, pouco a pouco, aplicar o que apreendi em terras romanas! boa semana

  2. Este bocadinho, que tão bem escreveste, e que tanto me comoveu, fez com que o passado voltasse à minha mente depois de tanto querer esquecê-lo…Momentos casuais da vida que nos deixam, por vezes, sem vontade para continuar vivendo porque o pouco de alegria se foi e a tristeza voltou… M.

  3. :-))Obrigado e um beijinho grande!

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