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Conselhos sensatos*

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Há dias em que vivo enfiada no meu atelier, nitidamente afogada em tintas e pincéis, e pensamentos, e vida a borbulhar. É a minha característica da “porta fechada”. Preciso e sabe-me bem.
Continuo a ler Keri Smith…esta semana li pouco, andei distraída mas é algo que não quero deixar de fazer, mantem-me no rumo. Ando a ler a lista dela de 100 coisas especiais para fazer na vida. Noutro dia pus no facebook, entretanto a minha semana foi invadida por mil e uma coisas emocionantes e perdi-me! Aqui vai enquanto me dou a um descanso merecido porque acordei ás sete, saltei da cama, preocupei-me, acordei o Antonio, levei-o, andei 2km, voltei, varri, lavei, enchi-me de agua e lavei o pátio, etc, agora vou trabalhar a tarde toda aqui e começar a fazer um calendário encomendado. Vamos a isto então, as primeiras cinco:

1: Ir dar um passeio, de fazer uma lista ou desenhar tudo aquilo que encontramos no chão no nosso caminho
2. Escrever uma carta a mim própria no futuro (adoro esta)
3. Comprar algo simbólico como simbolo da minha necessidade de criar (ex: um lapis, uma aguarela)
4. Desenhar o meu jantar
5. Encontrar uma poesia que me diga algo

Aqui fica a minha, tenho-a afixada no meu atelier.

Morre lentamente 
quem se transforma em escravo do hábito, 
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca 
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. 
Morre lentamente 
quem faz da televisão o seu guru. 
Morre lentamente 
quem evita uma paixão, 
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, 
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, 
sorrisos dos bocejos, 
corações aos tropeços e sentimentos. 
Morre lentamente 
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, 
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, 
quem não se permite pelo menos uma vez na vida, 
fugir dos conselhos sensatos. 
Morre lentamente 
quem não viaja, 
quem não lê, 
quem não ouve música, 
quem não encontra graça em si mesmo. 
Morre lentamente 
quem destrói o seu amor-próprio, 
quem não se deixa ajudar. 
Morre lentamente, 
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte 
ou da chuva incessante. 
Morre lentamente, 
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, 
não pergunta sobre um assunto que desconhece 
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. 

Evitemos a morte em doses suaves, 
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior 
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos 
um estágio esplêndido de felicidade.


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4 pensamentos sobre “Conselhos sensatos*

  1. Achei esta poesia linda, você me permite copia-la e publicar no meu blog momentsdiva.blogpost.com.. E achei a ideia da lista muito legal.. esta lista tem haver com o livro que você está lendo?Alessandra

  2. tenho vindo aqui, muitas vezes a correr, sem dar feedback. mas hoje teve que ser. "morre lentamente" também ira' para a minha cozinha em italia. e ao olhar para ele reforça-se a certeza que se quer pressa de viver! um beijo grande

  3. FOTOS DE ENCANTAR…DOIS AMORES LINDOS: O MATERNAL E O FILIAL.AGORA VOU LER O QUE ME PARECE SER MERECEDOR DE SER LIDO…BEIJOSM.

  4. Já li! Adorei a prosa que saiu de dentro de ti! Cada vez mais gosto de te ler.O poema faz-me ver como há poetas incríveis. O bondade de Santa Marinha de Forjães está fazendo de ti uma mulher cada vez mais mulher cheia de capacidades e grandes sucessos no teu futuro.M.

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