aqui pelo campo

Graça (alegria) Paz (felicidade)

3 Comentários

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Se este fosse o ultimo dia das vossas vidas, manteriam tudo como está ou, teriam a coragem de, sendo o ultimo, mudar aquilo que vos parece mal??
Pensem nisto!
Uma semana marcada pela morte de duas pessoas que acarinhava, uma professora e uma prima, ambas da mesma idade, novas, novíssimas e a minha tristeza de não ter começado há mais tempo a cuidar de tratar de mim, para prover uma vida melhor aos meus filhos.
Fui buscar o jantar ao Tiro e sentei-me silenciosa a ler, no meio de uma algazarra de familiares que já antevêem as saudades da partida, e tentam até á ultima manter-se unidos.
Li algo muito interessante que corroboro totalmente e que transcrevo aqui:
Existem dois tipos de mães, As Maes Terra e as Mães Criativo Arco-iris
As Mães Terra criam os filhos e alimentam-nos, e assim florescem. A nossa sociedade recompensa esse tipo de mulher como a “Boa mae”
As Maes Criativo Arco-iris, pelo contrário, inspiram os filhos sem porem necessariamente as refeições a horas na mesa..Sei, sem qualqer duvida que sou uma Mae Criativo Arco-iris. Uma vez li o livro de receitas Laurel´s kitchen e comecei a imaginar como seria maravilhoso cozer o pão todos os dias, ser aquilo que,  Laurel chama a “guardadora das chaves”, e criar o espaço tão importante de criaçção do lar. Mas isso nao é o que eu sou e, tentar ser o que não sou, acabaria por prestar a mim e aos meus filhos um mau serviço. Adoro estar só. Adoro ler. Adoro o silencio, a musica e a escrita, adoro criar. A minha alma, alimenta-se de longas horas de tempo criativo sem interrupções. As crianças pequenas exigem um tipo de energia muito diferente. Um tipo de energia que é muito complicado ter em abundância.
Quando os meus filhos eram pequenos, apercebi-me de como é difícil para as mulheres fazerem qualquer coisa para si, com as crianças pequenas á volta. As crianças atraem a nossa atenção e mantem-na seja por que meio for….A nossa cultura, contudo, espera que só as mães vão de encontro a todas as necessidades de atenção dos filhos…”
Isto é um texto escrito por Christine Northrup que eu subscrevo totalmente na primeira pessoa.
E agora deixo aqui um parecer de uma outra mae que também subscrevo na totalidade e que aprendi recentemente:
” Numa sociedade preocupada com a melhor maneira de educar uma criança, descobri a necessidade de misturar o que é melhor para os meus filhos com o que é necessario para uma mãe bem equilibrada.
Reconheço que o dar interminavel se traduz em esgotar-se a dar.
E quando se esgota a dar, não se é uma mãe saudavel.

Por isso estou a aprender a ser mulher em primeiro lugar e mãe em segundo (agora) 
Estou a aprender a sentir apenas as minhas emoções sem roubar aos meus filhos a sua dignidade individual por sentir tambem as suas emoções.

Estou a aprender  que uma criança saudável tem o seu próprio conjunto de emoções e características que são só suas.
e muito diferentes das minhas.

Estou a aprender as trocas honestas de sentimentos, porque o fingimento não engana as crianças.
Conhecem a mãe melhor do que ela se conhece a si própria.
Estou a aprender que ninguém ultrapassa o seu passado a menos que se confronte com ele.
Caso contrario, os filhos observarão exactamente o que ela esta a tentar ultrapasar.
Estou a aprender que as palavras de sabedoria caem em ouvidos surdos se as minhas acções contradizem os actos.
As crianças tendem a ser melhores imitadoras que ouvintes.
Estou a aprender que a vida se destina a ser preenchida com tanta tristeza e dor como alegria e prazer
E permitirmo-nos sentir tudo o que a vida tem para oferecer é um indicador de realização.
Estou a aprender que a realização não pode ser atingida por me esgotar a dar-me mas dando a mim própria e partilhando como os outros.
Estou a prender que a melhor maneira de ensinar os meus filhos a viver uma vida preenchida não é sacrificando a minha vida,
é vivendo eu propria uma vida preenchida.
Estou a tentar ensinar aos meus filhos que tenho muito que aprender, porque estou a aprender que libertá-los é a melhor forma de continuarmos ligados”
Nancy McBrine Sheechan
Então, e para terminar Goethe dizia e eu CORROBORO POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA_:
“Até uma pessoa estar comprometida, há Hesitação, a hipotese de voltar atrás, sempre a ineficácia. No que diz respeito a todos os actos de iniciativa (e criação), há uma verdade elementar, cuja ignorância destrói imensas ideias e planos esplendidos: no momento em que nos comprometemos defenitivamente, a Providencia também entra em acção. Acontece todo tipo de coisas que nunca aconteceria. Desta decisão resulta uma serie de acontecimentos, fazendo surgir  a favor da pessoa todo o tipo de incidentes, encontros e ajuda material que nenhum homem (nem mulher) podia sonhar vir a encontrar.Seja o que for que possa fazer, ou que sonhe poder fazer, comece-o. Ser arrojado contem em si genialidade, poder e magia. Seja-o agora”


Miudo giro / Cute boy

3 pensamentos sobre “Graça (alegria) Paz (felicidade)

  1. Nossa,que post fantástico…Fiquei lembrando da minha experiência como mãe.Mexeu muito com minhas "questões" de mãe e filha.Parabéns!Agora você ganhou mais uma fã brasileira.

  2. Olá Monica, muito obrigado, fico mt contente :-)) um beijinho grande para o Brazil e parabens pelo seu blog tambem*

  3. Que post incrível! Parabéns! Encontrei seu site procurando por vida no campo e encontrei um outro bem legal também: http://www.cemara.com.br/quero-minha-casa-no-campo/ acesse.

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