aqui pelo campo

Do meu regresso.

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Cheguei eram 11,30. Decidi não mais trabalhar hoje embora precisa-se, acordo amanhã á 6:00 e prossigo, mas não me quero ir deitar sem aproveitar o prazer de pôr o nariz fora da porta da cozinha e sentir o cheiro que só o meu campo tem. É o cheiro á horta, o cheiro á lenha arrumada, o cheiro ao feno seco, e ao castanheiro do vizinho, á latada de vinha que sinto nas pessoas que por mim passam, ou se chegam, acho até que é um cheiro geral aqui porque, passo pelas latadas e fazem-me lembrar alguém no cheiro que me persegue. O serpentear da estrada que caminho e os máximos que iluminam as oliveiras que tortas me cumprimentam, e as vinhas que se deitam na estrada, as uvas que se fazem maiores, o escuro de uma noite de campo com um céu que se perde de vista de tão extenso que é. O deixar para trás não só dos trabalhos que hoje me encheram os olhos, o coração, tudo, e a certeza de dia para dia daquilo em que vou transformar a minha vida, dos burburinhos das cidade e das pessoas no fundo tão amigas e tão diferentes destas que por aqui encontro, tão autenticas, tão só elas, tão bonitas. O meu obrigada ao que aos poucos e poucos e, ao longo de uma longa caminhada construí dentro de mim,. que não será mais do que a certeza do regresso, sempre, para aqui!

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