aqui pelo campo

"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."

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Vou contar-vos o meu bonito Domingo, uma vez que o dia hoje está inquieto de belas surpresas e pouca concentração no trabalho. Ando a fazer uma limpeza profunda á minha casa para a limpar de tudo o que não uso e, teimo em guardar, passando por tudo, tudo!! Hoje voltei ao atelier para entre trabalho, escrutínio de tralha e, saídas regulares, num vai buscar este, trás aquele.
Domingo acordei num dia lindo, os camponeses aperaltados foram votar na total abstenção, e eu fiquei a CURTIR o meu silencio raro, iniciei com limpezas e mudanças, de cima trouxe para baixo e, tudo se organizou em cores e temas e, de biquini amarelo, para atrair as abelhas, fui comer areia para a praia, num deslumbre de maresia que nos tentava a ficar, superando o vento tardio. Sai da praia, fui deitar-me numa ponte secular, no meio de um rio de boas recordações, debaixo de um arvore que serve de paraiso a uma multidão de finíssimas libelinhas…e ali fiquei, na fresca, silenciosa, lentamente invadida por particulas esvoaçantes que, o vento trazia do incêndio que ali perto se espalhava encosta acima. Saí do rio, coberta de cinza, e fui buscar tal e qual, de chanata, camponesa, uma amiga de São Paio, que levei a tomar um merecido lanche a Fão, senhora prendada e trabalhadora, resumida á lides do campo com a cabeça na cidade. Fão é uma terra linda, fresca e de bons amigos e ali ficamos, um bom par de horas numa desgarrada que se foi juntando á nossa mesa entre folhadinhos e clarinhas tão deliciosas.
Voltamos para São Paio, cujo jardim de ameixas se cobria e, enfartamo-nos delas fresquinhas e bem doces. Respirava olhando para tudo isto, toda esta fartura de sensações fantásticas. Quem chega partilha das ditas ameixas, apanha-as do chão lava-as no tanque, e suja a roupa branca.
Entramos e, aqui começa uma viagem de nostálgia, que jamais esquecerei. Estive a ouvir um enorme verso, todo ele dedicado a cada membro de uma farta família de outros tempos, com quem convivo agora. Vi fotografias de gentes do campo de quem sempre ouvi falar e, fui espreitar gavetões primorosos, de relíquias de família, feitos por mãos de outros tempos que, em cada canto de uma enorme toalha bordou o que hopje podemos recordar. Um Domingo de ir as lagrimas, de tanto que foi o prazer que me deu.
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