aqui pelo campo

Voltar a casa*

1 comentário

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Um Sábado para agradecer á avó que se enroscou nos netinhos distantes e me permitiu ter um dia sem horários! Num humor semelhante ao boletim metereológico nos…Açores, muito introspectivo e até solitário mas necessário.
Dei aula á minha aluna á volta de Turner e fizemos algo maravilhoso, ela encantada teimava em terminar, e a seguir fiz algo que há muito suspirava, desci a rua e fui olhar para o mar. O vento soprava á desgarrada, dava vida insuflando as roupas que coloriam os estendais, mas lá, na praia, não sei se para me agraciar não corria uma brisa! O mar estava tal qual um espelho e o passadiço tinha cedido ao avançar das dunas com o andar dos tempos que tanto tememos. Fiquei ali a olhar, e, a ver. O Tiro dava pinchos de alegria, nem queria acreditar e eu desenhei nos entretantos. Voltei a casa e o dia foi deslizando sobre um sol há tanto por aqui esperado, a casa perfumou-se de Skyp e tudo se aprumou. Trabalhei, pintei, recortei, sempre silenciosa o que neste castelo se assemelha quase a uma alma penada em tons de rosa, mas soube-me muito bem. Finalizei o dia totalmente imersa numa banheira de 1900 com água a escaldar e ali me deixei ficar.
O meu contacto com o world wide web faz-se agora e, por uns dias, apartir do andar de cima,
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porque a internet se aligeira e acabo o dia com o Out of Africa a reparar que  não será por acaso que já vi este filme tantas e tantas vezes e sempre lhe volto carregada de nostálgia, porque a minha vida em muito se assemelha á vida de Kasren Blixen em alguns aspectos mas, por terras Minhotas e aqui a John Barry fica a matar!! A ida dela para um local tão diferente, as novas amizades, o seu lado solitário, e irromper por um mundo de homens a dentro e a casa, as gentes e o carinho que lhes ganhou, a força e o trabalho, o pegar do “touro pelos cornos” e as decepções…num olhar de frente para trás agora entendo!
Ontem fazia uma conversa com uma amiga que muito estimo embora distante e falavamos da necessidade da simplicidade, de viver a vidas simples, de fazer exercicios e fazer dias sem gastar dinheiro, inventar actividades, moldar a nossa personalidade e voltar-lhe de novo agora sem deixar que nada e nem niguem interfira e, viver plenamente, Acho que existem dias como o de hoje em que carpimos, deitamos cá para fora tudo o que não interessa, tal qual como jejuar, e chega-se ao final do dia, desprovido de forças, quase confuso. Todos temos dias destes e por isso o partilho aqui porque se é para rir é para rir intensamente tanto como quando é para chorar. Limpa!

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Caixa de paisagem -atelier de Sábado.

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Dois presentes que recebi…esta porta fantástica e esta toranja gigantesca!

Um pensamento sobre “Voltar a casa*

  1. Grande ausência, já tinha saudades tuas aqui…Tens toda a razão, rir e chorar é do melhor que há para limpar a alma consoante ela está…Beijinhos

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