aqui pelo campo

Uma história de Natal*

4 Comentários

trabalho / work
Rodeei-me de tudo aquilo que me sabe bem fazer, os postais de Natal ainda a enviar, os meus linoleos que prometem presentes de Natal carinhosos, fechei a porta, as janelas da minha alma e fiquei aqui silenciosa, indiferente aos ruidos da casa a precisar de estar sozinha ao máximo.
De manha eram ainda 7h e já o cheiro do café invadia a minha cozinha ás escuras e eu, como sempre, ás apalpadelas fui pondo a torrar uns croissants folhados, manteiga dos Açores e um belo e fumegante café com leite a vir por fora tal qual o meu pai gostava. Herdei essa caracteristica irritante, dizem alguns, de me servir numa caneca quase a transbordar, mas adoro. Dia de festa a comemorar o nascimento do meu primeiro filho, dia de tristeza a presenciar em 2006 a partida do meu pai ante total impotência. O tempo passou, as feridas aligeiraram, mas as memorias boas ficaram e o dia lá foi clareando. Outro hábito que tenho e que me deixa “encanitada” é acordar perto de alguem que tem por começar o dia, com as luzes todas acesas!! Adoro começar o meu acordar na penumbra campesina a deixar o dia esperguiçar-se lentamente e ve-lo aos poucos iluminar o meu pequeno almoço silencioso. É o meu começar para um dia feliz, bem dormido e que precedeu uma hora dedicada a mim e, áquilo que me apeteceu fazer, e uma manhã de azafama, a ultimar tudo para partir direcção Porto, com o carro cheio de muito trabalho. Pela baixa se fez a tarde numa partilha interessante de ideias e o cinzento dos predios antigos que circundam o nosso, quase  Guggenheim  Portuense , o Silo auto. Recolhi a barulheira habitual já saudosa do campo e despedi-me do meu primeiro Natal ausente da familia, que por aqui se vai fazer com cheiros de terra molhada e chaminés anciosas pelo crepitar nocturno do frio que aqui nos faz sentir que Verão é Verão e Inverno é defenitivamente Inverno. Vai ser o Natal , talvez nao porque eu esperei, porque tinha planos mais extensos que nao pude cumprir, mas a cozinha volta a encher-se de cheiros, as batatas ja cá estão e a trança de cebolas tambem, as couves e grelos chegam amanha e as cenouras sexta pela mão da D. Deolinda , as rabanadas vou tentar copiar as da minha mãe com a ajuda do Sebastião, a sexta feira vai-se iluminar de velas pela casa todo o dia. Vai haver tempo…um presente  precioso!

trabalho / worktrabalho / work
trabalho / work
trabalho / work
trabalho / work

4 pensamentos sobre “Uma história de Natal*

  1. Graça,Costumo seguir-te aqui neste teu espaço tão especial, assim como é tudo o que tu fazes! Permite que te trate por tu, pois é assim que me sinto quando leio este blog, perto de ti. Adoro como escreves e como vives o teu tempo com os teus filhos e com tudo o que tu gostas.Comento aqui hoje, para te desejar uma noite muito feliz na tua casa (linda) nova! Gosto muito do teu campo, e espero um dia poder ter um espaço meu também no campo.Feliz Natal!PS: sou a MJ do flickr a quem ajudaste com as tintas🙂 obrigada pelo teu carinho mais uma vez!

  2. Um Feliz Natal! Tenho andado por cá, em silêncio, gosto muito desta explosão de cor e energia contagiante!bjscláudia

  3. Um Bom dia cheio de Graça…, como Sempre.Bom Natal e um Ano Novo com Naturalidade em cheio!

  4. AS MINHAS RABANADASCORTA O CACETE COM A GORDURA DUM DEDO GORDO E COLOCA AS RODELAS NUM PRATO FUNDO GRANDE, DEDONDO OU QUADRADO. DEITA-LHES POR CIMA LEITE QUENTE AÇUCARADO. NÃO DEMASIADO LEITE SENÃO DESFAZEM. QUANDO TIVEREM ABSORVIDO O LEITE VIRA AS RODELAS AO CONTRÁRIO. DEIXA FICAR MAIS UM POUCO.BATE OVOS – 3 OU 4 OU MAIS, CONFORME A QUANTIDADE DAS RODELAS – E DEITA NELES (NOS OVOS) MAIS UMA COLHER DE AÇUCAR. TÊM DE FICAR DOCINHAS.PEGA NUMA RODELA DE PÃO, APERTA-A UM POUQUINHO NAS PALMA DAS MÃOS, COMO SE ESTIVESSES A REZAR. LARGAM SEMPRE UM BOCADINHO DE LEITE (QUE CAIRÁ POR CIMA DAS OUTRAS) E DEITA-A A FRITAR NO OLEO NÃO MUITO QUENTE SENÃO QUEIMAM. NÃO PODEM FICAR SOZINHAS PORQUE TENS QUE AS IR VIRANDO ATÉ FICAREM DOURADINHAS DOS DOIS LADOS.QUANDO ESTIVEREM TODAS FRITAS PASSA-AS COM UMA ESPÁTULA E UMA COLHER PELA ÁGUA A FERVERAÇUCARADA E UM CASCA DE LIMÃO QUE TENS NUM TACHO. ERA ASSIM QUE SE FAZIA EM CASA DO TIO DIDO. ASSIM LARGAM O MAXIMO DA GORDURA E NÃO FAZEM MAL.DEPOIS COMEM-SE E QUE VOS SAIBAM MUITO BEM.FELIZ, SANTO E CALMO NATAL.BEIJINHOS MÃE

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s