aqui pelo campo

Tony feiticeiro*

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Hoje começo o dia de Sábado com uma historinha singela e rápida, porque tenho de ir dar uma aula, mas enquanto a minha aluna não chega vou contar aqui a razão pela qual devemos sempre aos nossos filhos a total prioridade das nossas vidas.

O A. este ano cismou que quer entrar para a catequese! Aliado as minhas memórias da minha própria catequese na igreja da Lapa há muitos muitos anos atrás , manhã que eu adorava, com um professor catequista Italiano de nome Franscesco, porque quem  secretamente me apaixonei (ainda pequenina e já consumida pelas minhas paixões), sendo este um daqueles momentos que ficou gravado na minha memória sempre seguido de uma almoço de Domingo igualmante cá gravado, achei que a catequese só lhe poderia fazer bem, ainda mais vindo dele a vontade.
Aqui a catequese é ao fim da tarde, no salão paroquial de uma igreja muito bonita que ostenta do seu alto uma imagem de Sta. Marinha (a santa padroeira da terra) e que á noite se ilumina á hora da missa num painel multicolor chamativo. Eu tenho uma relação especial com esta padroeira que, como eu costumo dizer , ao longo da minha vida e de uma forma silenciosa me encaminhou até esta terra, me fez fixar raízes aqui, e apaixonar-me pelo campo, construir casa e fazer da minha casa também a sua morada uma vez que cravei no muro uma imagem que toda a vida me acompanhou, a nós deixada por herança e que viemos a descobrir quando cá chegamos ser a santa padroeira da terra para onde trouxemos a nossa família.
Assim, e depois destra curta introdução, fui inscrever o A. na dita catequese e ao irmos embora não o fizemos sem que ele percorre-se curiosamente todas as imagens do exterior, desde imagens de Cristo banhado em sangue, num esforço atroz a carregar uma cruz ou de uma mãe sofredora com uma espada espetada no peito, imagens essas sobre as quais eu não soube satisfazer a sua curiosidade e ainda pior responder ao “porque” de tal sofrimento e maldade. Então, para o desviar da minha ignorância, fui-lhe mostrar Santa Marinha iluminada e disse-lhe “olha, A. pede um  desejo, porque ela é nossa amiga, parece-me bem disposta e quem sabe nao de dá o que pedires!!” Ele fechou os iolhos num esforço facial e silenciou-se…claro que, curiosa perguntei…”Queres contar???” …”Pedi para ser um feiticeiro.,..o feiticeiro Tony”

Fiquei desconcertada e elucidada, pois que outra coisa podia pedir ele. Veio embora todo contente e agora todos os dias olha para mim com ar de chateado quando acorda e afirma, “Mãe, ainda naão sou feiticeiro, quando é que aquela senhora vai fazer o que lhe pedi!!!??”

2 pensamentos sobre “Tony feiticeiro*

  1. Maravilhosa a inocência das crianças…Bem !! vamos lá ver se a Santa não lhe faz a vontade, e o torna num "feiticeiro" da arte, daqueles que se destacam pela sua qualidade logo de muito cedo. Diz lá que não gostavas Graça?Beijinhos e mais uma vez obrigada pelas tuas partilhas tão ricas de encanto.

  2. O nosso A. desperta as minhas emoções.Nos tempos que correm, como pode ele querer frequentar a catequese!!! Ele é mesmo especial. A Santa Marinha deve ter-se rido pelo pedido que lhe foi apresentado por um menino tão especial e encantador.beijinhos

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